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Basquete: Temos um informante

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

Em confronto de playoff conhecer o adversário é fundamental para conseguir explorar pontos fracos e anular virtudes. No trabalho de estudar São José, oponente nas semifinais do Campeonato Paulista, a comissão técnica do Paschoalotto/Bauru tem um aliado importante. O armador Ricardo Fischer chegou no início da temporada vindo exatamente do time joseense, onde disputou no ano passado duas finais, vencendo o Estadual e ficando com o vice do Novo Basquete Brasil (NBB). Conhecedor profundo do estilo de jogo e características do time do Vale do Paraíba, Ricardo é o informante bauruense. O duelo é uma reedição da semifinal do ano passado do Paulista, vencida pela equipe de São José.

O armador admite que procura contribuir no que é possível para munir sua comissão técnica da maior quantidade de informações. “Estou tentando ajudar o máximo o Guerrinha e a comissão técnica, dando dicas de como eles (São José) jogam, a estratégia de jogo para a gente sair com a vitória e eliminá-los no playoff”, conta. Guerrinha e Ricardo consideram a jogada de pick and roll entre o armador Fúlvio e o pivô Murilo o principal perigo oferecido por São José. O armador comenta que a jogada é difícil de ser parada. “É complicado. Mesmo todos os times sabendo que é o carro-chefe, é difícil marcar. Mas estou tentando ajudar. Estamos tentando fazer variações de defesa e acho que vamos conseguir”, projeta.

O armador vai encarar sua ex-equipe pela primeira vez e admite a situação diferente. “É estranho. Alguns meses atrás, estava jogando aqui em Bauru, disputando a semifinal do Paulista, tentando tirar Bauru. Agora, vou tentar São José. Deixei boas lembranças lá, tenho grandes amigos, mas dentro de quadra eles são adversários. Eu já estou dentro da história de Bauru, todo mundo está engasgado com São José e vamos tentar eliminá-los”, declara.

Ricardo lista as qualidades de cada um dos dois semifinalistas. “São José tem como ponto positivo a experiência. Estão juntos há dois anos, têm jogadores de Seleção Brasileira e participaram de finais de NBB e Paulista. A gente tem elenco forte, é um time físico, tem grandes jogadores também e tem bastante rotação. São oito, nove jogadores que podem jogar, entrando forte”, considera.

Para o armador, a vantagem bauruense está na questão física. O Paschoalotto eliminou Mogi das Cruzes por 3 a 0 e teve tempo de recuperação, enquanto São José penou para passar por Franca por 3 a 2, em série encerrada anteontem. “É uma vantagem. A gente está descansado e tem um elenco maior. Eles estão com o Murilo no sacrifício. O (ala) Dedé, eu falei com ele, e está machucado. A gente entra na série com vantagem, mais descansados”, analisa.

 

‘Veterano’

Do alto de seus 22 anos, Ricardo é o jogador do Paschoalotto mais experiente em finais. O armador vem de duas decisões de título e procura repartir com os companheiros a tarimba de “veterano” em finais. “É engraçado, tem jogadores mais velhos que participaram de muita coisa, mas acho que sou o único que participou de finais de Paulista e NBB. Mas o que suguei lá, tento passar para eles: tem que ser todo jogo como decisão, focado, tem que treinar todo dia forte, pensando no algo mais e acreditar. É isso que vai nos levar à final”, salienta.

Ricardo tem pelo menos um jogo de reencontro certo com a torcida joseense, no domingo – as duas primeiras partidas ocorrem em Bauru, amanhã e sexta-feira, ambas às 20h – e vive a expectativa da reação no ginásio. “Não sei como vai ser. Isso é uma incógnita. Passei um ano lá e foi maravilhoso. A torcida me acolheu demais. Muita gente ainda hoje fala comigo, me dá boa sorte e torce por mim. Estou até ansioso de ver como a torcida vai reagir quando eu jogar lá. Mas acho que vai ser tranquilo, gostoso”, torce.

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