São Paulo - Alunos de medicina de três universidades públicas de São Paulo decidiram boicotar a prova do Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremesp), que será realizada no dia 11 e se tornou obrigatória neste ano.
Estudantes da Unicamp, da Unesp e da Famema (Faculdade de Medicina de Marília) decidiram em assembleias realizadas neste mês que devem comparecer à prova, mas vão marcar a letra “b” em todas as alternativas.
O exame não exige nota mínima para aprovação. O aluno precisa apenas responder a todas as questões - caso contrário, não poderá retirar o registro profissional. “O exame não tem capacidade de avaliar um curso de seis anos”, afirma Luís Felipe Marques, 24 anos, da Unicamp.
Os estudantes defendem que a prova deveria ser feita em progressão, várias vezes ao longo do curso, e não apenas no final. Além disso, querem que seja feita em parceria com os ministérios da Educação e da Saúde.