Duas superequipes polarizam a temporada da NBA que tem início hoje: Miami, de LeBron James, que busca o bicampeonato, e os Lakers, veículo para Steve Nash, duas vezes eleito MVP (jogador mais valioso da liga), tentar aquela que pode ser sua última oportunidade de título.
Nas temporadas 2004-05 e 2005-06, quando o armador estava no auge, o Phoenix Suns, seu ex-time, nem sequer chegou à final da NBA.
Para atuar num Lakers cheio de estrelas e em teoria com mais chance de título (além de Nash a equipe contratou o pivô Dwight Howard para unir-se a Kobe Bryant e Pau Gasol), o canadense recusou oferta para jogar em seu país, no Toronto Raptors.
Se por um lado a equipe reúne astros, por outro, sofre com a desconfiança dos torcedores. Na desastrosa pré-temporada - os Lakers não venceram nenhum jogo -, Kobe ficou afastado devido a uma lesão no pé direito.
Howard, ex-Orlando Magic e eleito por três vezes o melhor jogador defensivo, voltou a atuar após passar por uma cirurgia nas costas.
A falta de convivência de Nash, Kobe, Gasol e Howard tem feito com que a torcida tenha ressalvas em relação à “química” da nova formação.
A história mostra que nem sempre um time com muitos astros obtém sucesso.
O Miami Heat, por exemplo, penou na temporada 2010/2011 com a falta de entrosamento de LeBron, Dwyane Wade, Chris Bosh. A equipe, porém, é a principal candidata ao título - é a atual campeã.
Mesmo mantendo a base do supertime que chegou ao título, com LeBron, Bosh e Wade, o Miami se reforçou: chegaram Rashard Lewis, do Washington Wizards, e Ray Allen, do Boston Celtics.
A transferência do ex-ala-armador do Boston para Miami não foi bem-vista pelos ex-colegas, com os quais Allen se reencontrará hoje na estreia.
Recorde brazuca
A liga terá número recorde de brasileiros na temporada: sete. Além de Tiago Splitter, no San Antonio, Anderson Varejão, no Cleveland, Nenê, no Washington, e Scott Machado, no Houston, Fabio Melo será companheiro de Leandrinho, no Boston.