Dando continuidade ao assunto abordado na carta da leitora Glaucia Reis, sob o título "Revolta-Indignação" (JC 23/10, pg. 21), endosso toda sua revolta. Ainda recentemente um cortador da Semma destruiu o único ipê que havia na Praça Portugal. Talvez tenha achado que era uma árvore seca, desconhecendo sua dormência para a nova florada.
Ainda neste mês de outubro estive em Portugal, visitando várias cidades. Todas ela, sem exceção, têm suas ruas e avenidas totalmente arborizadas, criando verdadeiros túneis com sombra, frescor e encanto aos olhos.
Aqui em Bauru dá para contar nos dedos de uma das mãos as árvores que têm em cada quarteirão. E o que mais me preocupa - e já falei sobre isso nesta coluna, com o mesmo título desta -, é que o único quadrilátero que ainda remanesce arborizado, e que circunda a Luso, esteja com os dias contados. Os jardins internos, tão lindos que eram, em razão da venda do imóvel, estão se transformando em um terreno árido e seco. Quando construírem as "lojinhas" por certo cortarão as belíssimas árvores, jovens e sadias, que ali existem, para fazer entradas e estacionamentos de carros.
Nosso futuro em Bauru? Respirarmos monóxido de carbono purinho!
Alzira Garcia