Cultura

Uma obra para a alma

Da Redação
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Malavolta Jr.

O autor, Richard Simonetti, com exemplar do romance “Resgate de uma Alma”

Ele não psicografa livros. Ou seja: as obras são fruto de um produtivo trabalho autoral – sempre com incentivo à reflexão além do que se vê. Nesse sentido, a Editora Ceac, de Bauru, lança agora seu 53º “filho”, o romance “Resgate de uma Alma”. Perto de dois milhões e meio de exemplares, Richard Simonetti é hoje um dos autores espíritas que mais vendem livros, um best-seller da literatura espírita. Confira a entrevista com o autor:


JC - Qual a temática desse novo romance?

Simonetti - Abordo um tema que, desde os tempos mais remotos, tem sido cogitado pelas religiões de um modo geral: a interferência dos espíritos na vida humana. Na cultura grega falava-se que os deuses imiscuíam-se entre os homens, para o bem ou para o mal, em conformidade com seus humores; na cultura cristã surgem as figuras dos anjos e demônios, a disputarem a alma humana. A doutrina espírita confirma essa influência, mas esclarecendo que são homens desencarnados, ou as almas dos mortos, agindo no mundo espiritual em conformidade com as tendências cultivadas enquanto reencarnados.


JC - A que ação remete o título do livro?

Simonetti - Trata-se do esforço de sublimado espírito de mulher que desce das alturas para ajudar o filho que, envolvido por falsos amigos, vicia-se no alcoolismo, iniciando a perigosa descida ao abismo da dependência, a tumultuar sua existência e comprometer as tarefas que assumira ao reencarnar.


JC - É comum esse tipo de interferência?

Simonetti - É muito mais frequente do que podemos imaginar. Nossos familiares não estão em compartimentos estanques, na espiritualidade. Principalmente as mães, preocupam-se com a sorte de seus filhos. Que mulher, ainda que habitando regiões alcandoradas, que a mentalidade popular denomina céu, estaria feliz sabendo que um filho debate-se na Terra, entrando por perigosos desvios?


JC - Haveria também a influência dos maus espíritos?

Simonetti - Sem dúvida, uma realidade coberta com o manto da fantasia que sugere a disputa de nossa alma por anjos e demônios.


JC - Considerando o princípio religioso de que o Bem é mais forte, por que há tanta gente envolvida com o mal na Terra?

Simonetti - É tudo uma questão de sintonia. Os espíritos maus não criam o mal em nós. Apenas o exploram. E se há tantos vícios e paixões degradantes na Terra é porque os homens ainda estão mais perto da animalidade do que da humanidade.


JC - A história transcorre no Brasil?

Simonetti - Sim, numa única noite, véspera de Natal, onde acompanhamos os esforços da entidade angelical para resgatar o filho do vício.

 

  • Serviço

  • Haverá sessões de autógrafos no Centro Espírita Amor e Caridade, rua 7 de Setembro, 8-30, nos seguintes horários: domingo, dia 4, às 9h; segunda, quarta e sexta, dias 5, 7 e 9, às 20h; quinta, dia 8, às 15h.


     

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