A beleza da fauna e flora da Floresta Amazônica e a necessidade de sua preservação são fontes do trabalho “Amazônia sem fronteiras” feito pela artista plástica bauruense Tarsila Schubert e exposto até a próxima quarta-feira, 7, na Braziliality Gallery, em Londres. A série de pinturas foi aceita pela galeria internacional que objetiva incentivar artistas de várias nacionalidades com temas que remetam ao seu país de origem.
A mostra é uma releitura do projeto “Por Amazônica, arte sem fronteiras”, exibida em Bauru, em novembro de 2011, com a curadoria da Ângela Heiffig, cujas fontes são as imagens feitas pelas lentes do fotógrafo Marcos Almeida, da revista National Geographic.
Outra proposta da Braziliality Gallery é fazer uma ponte entre a cultura brasileira e a europeia. “Acredito que apenas a oportunidade de expor em tão conceituada galeria já seja um prêmio. Tarsila é, hoje, o maior talento de Bauru”, diz Ângela.
Segundo a curadora, Tarsila - que atualmente reside em Dubai -, segue o estilo naif/pop. Em geral, os artistas de tal estilo são autodidatas e sua pintura não é diretamente ligada a nenhuma escola ou tendência, não tem regras ou compromisso com a estética trivial.
Ângela revela que Tarsila, que sempre usou tons fortes e vibrantes, nessa série vem com tons mais sombrios ao retratar os olhares dos animais tristes, o que reflete o momento daquela região, haja vista que sempre há perdas naturais quando uma usina é construída. “Ela mostra a sua visão sobre as consequências da polêmica obra da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu”, acrescenta a curadora.
Já Tarsila aponta o desejo de mostrar a importância e a beleza da Floresta Amazônica, além de refletir sobre o preço pago com a perda da vegetação e animais, um dos resultados das construções de hidrelétricas.
A artista
Tarsila Schubert tem 24 anos e se interessou pela arte ainda criança, quando começou a produzir seus primeiros trabalhos em papel cartão até apostar na tinta óleo sobre tela e, em seguida, na tinta acrílica, técnica usada ainda hoje. Com pais amantes das artes, seu nome foi especialmente escolhido para homenagear sua Tarsila do Amaral. Suas referências são os movimentos de surrealismo, cubismo e pop art.
Atualmente ela vive nos Emirados Árabes, especificamente em Dubai, onde está para estudar novas técnicas e conhecer novas culturas. Da mesma forma, Tarsila tem aproveitado a sua estadia na Inglaterra onde expõe a mostra “Amazônia sem fronteiras".