Washington - A corrida eleitoral nos EUA entre o presidente Barack Obama e seu oponente republicano Mitt Romney permanecia em um impressionante empate a dois dias das eleições de amanhã, de acordo com a pesquisa diária Reuters/Ipsos divulgada ontem.
Dos 3.805 possíveis eleitores ouvidos em todo o país, 48% disseram que votariam no democrata Obama, enquanto 47% escolheram Romney, ex-governador de Massachusetts, segundo a pesquisa.
Os resultados caem dentro do intervalo de credibilidade da pesquisa, uma espécie de margem de erro do instrumento utilizado para medir a variação estatística em enquetes feitas pela Internet.
Obama e Romney estão em uma disputa pescoço a pescoço nas últimas semanas. No final de semana, os dois fizeram suas aparições finais nos Estados cruciais, na esperança de mobilizar os eleitores indecisos e encorajar seus apoiadores a votar - o voto não é obrigatório nos EUA.
O intervalo de credibilidade da pesquisa é de 3,4 pontos percentuais para mais ou para menos entre prováveis eleitores.
Mas, para maioria dos eleitores dos EUA, campanha presidencial é distante. Perto de 22% da população norte-americana vivem nos nove Estados politicamente divididos que devem determinar o resultado da eleição de terça-feira - e que vêm sendo o foco das paradas das campanhas e da propaganda dos candidatos.
É um reflexo de como os norte-americanos elegem seu presidente não por voto popular, mas através de um processo Estado a Estado conhecido como Colégio Eleitoral. O vencedor de cada Estado costuma ser premiado com os votos eleitorais daquele Estado, e 270 votos eleitorais são necessários para ganhar a Casa Branca.
Nas últimas quatro décadas, as eleições presidenciais se desenrolam em um campo de batalha cada vez menor, com os partidos políticos se tornando mais ideologicamente unificados e os norte-americanos se mudando cada vez mais para comunidades onde seus vizinhos compartilham dos mesmos pontos de vista, dizem analistas.