A indecisão sobre quem irá pagar as rescisões contratuais dos funcionários do Hospital de Base (HB) permanece como um grande impasse para a transferência da gestão da unidade à Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp).
Em audiência realizada nesta segunda-feira (5) no Ministério Público do Trabalho (MPT), representantes do governo do Estado afirmaram que não há previsão de repasses à Associação Hospitalar de Bauru (AHB) - atual administradora do hospital - para o custeio de direitos trabalhistas.
A Famesp, por sua vez, destacou que não assumirá o HB se for obrigada a arcar com o passivo. Já a AHB alega não possuir recursos para fazer os pagamentos, estimados em R$ 7,5 milhões. Diante da indefinição, o MPT deu prazo de 16 dias para que o Estado apresente uma solução definitiva para o caso.
O pedido é para que a Secretaria de Estado da Saúde se manifeste sobre a possibilidade de pagar as rescisões, assim como fez em 2008, quando a Famesp assumiu a gestão do Hospital Manoel de Abreu.