Bairros

Greve eleva preço de botijões de gás em Bauru

Vanessa Barbeiro
| Tempo de leitura: 2 min

A greve dos trabalhadores das distribuidoras de gás (GLP) entra na segunda semana e já provocou aumento nos preços do botijão em algumas cidades do Estado, incluindo Bauru. As informações são do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios, Derivados do Petróleo (Sindminérios).

Algumas distribuidoras de gás de cozinha de Bauru consultadas pelo JC disseram, ontem, que existe o risco do produto acabar se a greve continuar, prevendo que os estoques atuais não durarão muito. A falta, somada à alta procura, puxou para cima o preço do botijão. Com o valor girando em torno de R$ 40,00 a R$ 45,00, em alguns casos houve aumento de R$ 5,00.

O proprietário de uma revendedora de gás no bairro Parque Paulistano, que preferiu não se identificar, declarou que além do estoque ser limitado para poucos dias, a situação é muito ruim também para os fornecedores.

“Não tenho mais quase nada para estoque, mas vendo o botijão pelo mesmo preço, pois acho falta de respeito com o consumidor ter de pagar mais por causa da greve”, observa.

Um comerciante de outra revenda, na avenida Nossa Senhora de Fátima, diz que precisou aumentar o preço por estar comprando os botijões em outro Estado, o que fez com que o frete aumentasse. “Estou tendo gás graças à distribuição de outros Estados, porque em São Paulo está complicado. O único afetado foi o consumidor, que está tendo que pagar cerca de cinco reais a mais por botijão”, revela.

Giovani Buzzo, representante dos revendedores do Interior de São Paulo, afirma que já há problemas em indústrias e escolas dos municípios mais afetados.


Motivo da paralisação

Cerca de 4 mil funcionários de oito empresas do setor reivindicam reajuste salarial de 10%, aumento na cesta básica de R$ 280,00 para R$ 360,00, aumento no vale refeição de R$ 19,00 para R$ 26,00 e participação nos lucros e resultados (PLR) de 220%. O Sindminérios, que representa as distribuidoras, oferece reajuste salarial de 6%, cesta básica de R$ 300,00, vale refeição de R$ 21,00 e PLR de 160%.

Para mais uma tentativa de conciliação, hoje, às 14h30, ambas as partes participarão de uma reunião em busca de um acordo para o fim da greve.

O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), Sérgio Bandeira de Mello, diz que a proposta foi aprovada no Distrito Federal (DF) em todos os Estados, exceto em São Paulo.

Segundo Mello, as distribuidoras não devem atender à reivindicação dos trabalhadores em função dos resultados financeiros das empresas neste ano.

As negociações começaram em 4 de setembro - a data-base da categoria é dia 1 do mesmo mês. A última reunião aconteceu na última quinta-feira, no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), mas novamente, representantes dos trabalhadores e das empresas não chegaram a um acordo. 

Comentários

Comentários