Gália, pequeno e acolhedor município, localizado no centro-oeste do Estado, quase escondido sob o relevo ondulado, debruçado sobre as calmas e, hoje, minguadas águas do velho Rio das Antas;
â?? das roças de cafés, carros de bois e amoreirais, dos famosos bailes, das antigas e notórias escolas: Cel. Galdino Ribeiro e Graciema Baganha Ribeiro, e altivos professores;
â?? do bravo e temível time de futebol, suas conquistas e estrelas: Walter (goleiro), Waldir Lorenzetti, Sinaldo, Sebastião Carvalho, Norinho, Leôncio, Cassianinho, Xisto, Eduardo, Zequinha, Espirro e outros;
â?? e de políticos ilustres, personagens, cidadãos, autor de novelas, ator de teatro e televisão, do Luiz Diniz (Luizão) â?? "Princesinha da Seda" e renomados engenheiros.
No início do século XX, Carlo Pellegrini, imigrante italiano, chega na cidade. Antônio Pellegrini (filho de Carlo) e sua mulher, Eglantina Brizzante, brasileiros, fixaram residência na cidade, se não fundadores, foram desbravadores da antiga São José das Antas, depois Gália. Desta união, vieram ao mundo os filhos Jacyr, Rubens, Maria Brasilina e Ana Elsie, ainda vivos; Walter (ex-goleiro do Gália), Wanderley e Elizabeth, já desencarnados. Nota: o outro filho, Nílson, descrevo logo abaixo, um pouco de sua vida.
O sistema cartorial da época grafava, eventualmente, os nomes/ sobrenomes ao seu bel-prazer, pois, o sobrenome do jovem Nílson, recebeu apenas um "L", em vez de dois. Entretanto, é deste jovem que desejo falar. Cursou o primário no Grupo Escolar Cel. Galdino Ribeiro, anteriormente nomeado Grupo Escolar Cel. Eduardo de Souza Porto, e parte do ginasial no Graciema. Em 1958, mudou-se com a família para Curitiba (PR), formando-se em Engenharia Civil, na Universidade Federal do Paraná, em 1969.
Em 1974, contraiu matrimônio com Iracy Varotto Pelegrini, com quem teve dois filhos e uma filha. Apreciador de música clássica, engenheiro afamado trabalhou em grandes empresas Brasil afora. Por conseguinte, residiu em Bauru, Cornélio Procópio e Rio de Janeiro, participando de várias obras rodoviárias, aeroviárias e prediais, por exemplo: as construções dos Aeroportos de Manaus e Foz do Iguaçu, o complexo do CINDACTA (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), responsável pela segurança dos voos no Brasil, leia-se: Ministério da Aeronáutica, e o prédio de oito andares de propriedade do Citibank, em Curitiba.
Nílson aposentou-se em 1999, após a sua participação na construção do prédio central dos Correios em Curitiba.
Recentemente, através do meu amigo Jacyr, tomei conhecimento, com pesar, do falecimento do seu irmão Nílson, em 01.06.2012. Deixa esposa e três filhos: Rodrigo Pelegrini ? Eng.º Civil e Acadêmico de Medicina; Eduardo Pelegrini ? Médico, e Ana Carolina Pelegrini ? Médica Dermatologista, de renome, em Curitiba.
No meu livro "Gália Anos Dourados", que lhe enviei em maio-2012, na contracapa, lê-se: "Na saudade, quando ela chegar, em qualquer lugar que estiver, não demore, a Princesinha (Gália) vai estar a sua espera, tal qual a mãe, no aguardo do seu filho distante." Todavia, Nílson não esperava a saudade chegar: visitava regularmente a sua "mãe" querida (Gália). Deixou por lá muitos amigos, em especial, Mário Gutierrez e filhos, Mequeca e Alessandro.
No dia 02 último, finados, Gália recebeu as suas cinzas, como era o seu desejo em vida: um sinal claro do seu amor e carinho pela terra natal. Nílson nos deixou, talvez, por um compromisso inadiável, lá em cima, no céu. Receba as minhas homenagens de respeito e admiração. Ele viverá hoje e sempre em nossos corações!
Laerte Mazetto