Acho um absurdo o que a mídia e a sociedade andam fazendo com os nossos homens da lei, em relação ao caso dos policiais terem supostamente matado bandido, que com certeza estaria envolvido com as tantas mortes de policiais, além de ter uma extensa ficha criminal. O que me revolta são tantas mortes de homens de bem, pais de família, honestos e trabalhadores, e ninguém toma uma providência definitiva ou uma medida mais enérgica que possa por fim a essa absurda situação. A sociedade não se organiza de forma consistente para apoiar nossos policiais militares.
O que de concreto está sendo feito? Enquanto os governos Federal e Paulista firmam protocolos, o que nós, cidadãos, estamos fazendo? Afinal de contas, defender a Polícia é defender a nós mesmos. Alguém cobrou providências do vereador, deputado estadual, federal ou senador que foi eleito com seu voto? Quem está apoiando o projeto de lei que prevê penas mais rigorosas por crimes cometidos contra agentes da lei? Só no Brasil preso tem o direito de fugir... Direito de 5 saidinhas por ano... de visita íntima. A Lei de Execuções Penais, aquela que permite a progressão de pena para o regime semi-aberto depois de apenas um sexto da pena cumprida, precisa ser alterada urgentemente, pois se quando foi promulgada soava linda aos olhos dos direitos humanos, hoje soa absurda e uma afronta aos cidadãos de bem.
É uma verdadeira piada de muito mau gosto. Nossa sociedade precisa de medidas práticas e ousadas. Por que não privatizar os presídios? Além de se autosustentar, o preso tem que trabalhar e ainda gerar lucro! Enfim, precisamos traduzir esse sentimento de revolta em ações práticas e que tragam resultados logo, sob pena de não restar muito o que defender depois...
Não é fácil ser familiar de policial. Eles trabalham muitas horas, de dia e à noite, e sempre que demoram um pouco mais que o normal logo ligamos pra ver se estão bem, pois a preocupação é constante, claro, pois eles combatem o crime, ajudam pessoas em situações limite, prendem ladrões e recuperam bens. Não vamos deixá-los sozinhos! Vamos nos unir e exigir do poder público eleito as ações enérgicas, práticas e fortes na defesa dos nossos agentes da lei.
Mellissa G. C. Serpa