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Amigos do mundo se unem em Bauru

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

 

Em nome da amizade, edificada ainda quando os sonhos fervilhavam em veias juvenis, 150 homens se reuniram ontem, na Granja Santa Cecília, em Bauru. Entre abraços e lembranças, além, claro, de 70 quilos de carne e 30 caixas de cerveja (só para começar), eles participaram de mais uma edição do já tradicional evento denominado “Bauruenses pelo Mundo”. Desde 2005, a festa reúne amigos nascidos e criados em Bauru, mas que, por imposição da própria vida, também fizeram história em outras cidades.

 

Entre eles, Augusto Marques, o Augustão, que partiu de seu ‘ninho’ na Cidade Sem Limites há 30 anos. Ontem, não fazia questão em esconder a emoção ao voltar a circular entre aqueles com quem se deparava nos eventos da cidade décadas atrás. Uma época em que Bauru contava com um número restrito de escolas e clubes, comenta o organizador do encontro, Celso Carvalho, o ‘Borboleta’.

 

Quando fez 49 anos, ele decidiu comemorar o aniversário com os amigos. Reuniu cerca de 200 deles. A partir daí ficou com a incumbência de juntá-los anualmente. O sucesso foi capaz de trazer, neste ano, o Augustão, que veio do Piauí. Há quatro anos ele não voltava para ‘sua terra’.

 

“Bauru mudou muito e para melhor. Cresceu demais”, comenta o homem que teve barco de pesca e restaurante no Nordeste. Diferenças de todas as naturezas à parte, para os convidados de longe é como se Bauru tivesse o ‘cheiro de casa’. É assim para José Gimael Neto, que em 18 anos trabalhou em Campo Grande, Ribeirão Preto, Recife e Curitiba. Ontem anunciou a boa nova: voltará para sua terra natal, onde irmão e mãe ainda moram.

 

Ontem, porém, estavam sem elas, inclusive longe das próprias esposas. Como nem sempre são as mesmas, a estratégia em organizar um evento exclusivamente masculino tem justamente o objetivo de deixá-los livres para colocar as histórias em dia. Exceção apenas os filhos de alguns participantes, uma nova geração já presente.

 

Ainda assim, os holofotes do ‘Bauruenses pelo mundo’ focam mesmo a velha guarda, presente ou não. Como no evento só tem lugar para a felicidade, quem não pode vir ou já nem faz mais parte ‘do plano terreno’ também é lembrado com alegria e malte. “A quota deles é nossa”, comenta João Martins. Se a vida separa, cabe a cada deles a responsabilidade da união.

 

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