Internacional

UE reconhece coalizão rebelde síria

Folhapress
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Paris - Os chanceleres da UE (União Europeia) anunciaram ontem que reconhecem a recém-formada coalizão de grupos rebeldes sírios como “representante legítima” do povo sírio. O anúncio feito em Bruxelas abre caminho para uma maior cooperação com os rebeldes, em termos de repasse de ajuda financeira e de armas, mas não alcança o grau dado pela França.

O governo francês reconheceu a coalizão como representante única e legítima do povo sírio e, portanto, como uma espécie de governo em exílio. Tanto que receberá um enviado diplomático deles em Paris. Uma vez que o governo provisório rebelde esteja empossado, esse enviado deverá ter seu status mudado para embaixador.

Em declaração conjunta, os chanceleres afirmam estarem preparados para apoiar esforços dos rebeldes e suas relações com a comunidade internacional, mas pede que eles “continuem a trabalhar exclusivamente respeitando os princípios dos direitos humanos e da democracia, com a participação de todos os grupos da oposição e de todos os setores da sociedade civil síria”.

Os ministros pediram que os dirigentes da coalizão entrem em contato com o representante especial da ONU e da Liga Árabe para o conflito, Lakhdar Brahimi, para apresentar a ele seu programa político, “tendo em vista a criação de uma alternativa de credibilidade ao atual regime”.

O chanceler francês, Laurent Fabius, afirmou que os colegas europeus tinham “expressado muita simpatia em relação à coalizão”. Os dirigentes podem ser convidados a uma reunião em meados de dezembro próximo, em Bruxelas, o que seria um “símbolo importante”, indicou.

 

Rebeldes de Aleppo rejeitam

Vários grupos islamitas armados que combatem em Aleppo, incluindo os dois mais importantes, Liwaa al-Tawhid e Frente Al-Nosra, rejeitaram a Coalizão Nacional Síria e defenderam a criação de um Estado islâmico, em um vídeo divulgado na internet. “Nós, as facções que combatem na área da cidade de Aleppo e sua província, anunciamos nossa rejeição ao complô que representa o que se chama de Coalizão Nacional e, de modo unânime, concordamos em instaurar um Estado islâmico justo”, afirma o vídeo divulgado pelos grupos, no qual um homem lê um comunicado. “Rejeitamos todos os planos externos, sejam coalizões ou conselhos impostos, venham de onde vierem”, afirma o comunicado, assinado por 14 grupos. A Frente Al-Nosra, um grupo islamita desconhecido antes da rebelião na Síria, reivindicou muitos atentados no país e seus combatentes estão presentes, geralmente na primeira linha de combate, em muitas frentes sírias. Liwa Tawhid, uma brigada inicialmente próxima da Irmandade Muçulmana, se tornou cada vez mais radical.

Sede no Egito,

A nova coalizão da oposição síria terá sua sede no Cairo, capital do Egito, segundo o presidente da entidade, Ahmad Moaz al Khatib, em entrevista à agência de notícias local Mena, ontem.

A decisão foi tomada após reunião com o ministro egípcio de Relações Exteriores, Mohammed Kamel Amr. A cidade ainda concentra a sede da Liga Árabe e o escritório do enviado especial da ONU (Organização das Nações Unidas) ao país, Lakhdar Brahimi.


Obama é recebido com festa em Mianmar

Yangun - O presidente dos EUA, Barack Obama, foi recebido com festa por dezenas de milhares de pessoas em visita de seis horas a Mianmar - a primeira de um ocupante da Casa Branca ao país. A multidão em Yangun agitava bandeiras americanas e birmanesas.

Antes considerada uma nação pária pelos países ocidentais, Mianmar (antiga Birmânia) vem empreendendo reformas democráticas desde 2010, depois de quase 50 anos de ditadura militar.

Em Yangun, antiga capital e maior cidade birmanesa, Obama se reuniu com o presidente do país, Thein Sein, e com a principal líder oposicionista, Aung San Suu Kyi - Nobel da Paz em 1991, libertada em 2010 e recentemente eleita para o Parlamento.

Ao se encontrar com Suu Kyi, o presidente americano referiu-se ao país como Birmânia.

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