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Justiça manda soltar Carlos Cachoeira

Folhapress
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Brasília - A Justiça do Distrito Federal condenou ontem o empresário Carlos Augusto Ramos, o Cachoeira, a cinco anos de prisão em regime semiaberto.

Ao proferir a sentença, assinada às 18h02 de ontem, a juíza Ana Claudia de Oliveira Costa Barreto determinou a soltura de Cachoeira, que está preso há 266 dias. “Julgo que não mais subsiste a necessidade de segregação cautelar”, argumentou.

A reportagem teve acesso à integra da decisão da juíza. A sentença é decorrente da Operação Saint-Michel, deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal e que investigou tentativas de fraudes no sistema de bilhetagem do transporte público do Distrito Federal. Por causa deste processo, Cachoeira permanecia preso no Presídio da Papuda, em Brasília.

Essa operação foi um desdobramento da Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal em fevereiro e que o levou à cadeia no dia 29 daquele mês. As investigações da Monte Carlo acabaram gerando a CPI do Cachoeira, que deverá ser encerrada nesta semana com a leitura de seu relatório final.

O Tribunal de Justiça iria julgar um pedido de liberdade da defesa de Cachoeira na próxima quinta-feira.

Ocorre que a juíza Ana Cláudia de Oliveira, da Quinta Vara Criminal, antecipou a sentença. Ela condenou Cachoeira a dois anos de reclusão por formação de quadrilha e a três anos por tráfico de influência, além de 50 dias de multa.

 

CPI

O deputado Odair Cunha (PT-MG) passou a terça-feira tentando negociar com os partidos aliados e de oposição o conteúdo de seu relatório final, que será apresentado hoje à CPI do Cachoeira. Nas cerca de 3 mil páginas, Cunha pede o indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), do deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) e de assessores do governo do Distrito Federal e goiano. Ele poupa, no entanto, os governadores do DF, Agnelo Queiróz (PT), e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB).

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