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Superclássico das Américas: Efeito Argentina

Mateus Silva Alves
| Tempo de leitura: 3 min

Dois meses depois do primeiro jogo do Superclássico das Américas, em Goiânia (para quem já esqueceu: o Brasil venceu por 2 a 1), a seleção brasileira vai enfrentar a Argentina nesta quarta-feira, a partir das 22h (horário de Brasília), em Buenos Aires, na disputa de uma taça que não entusiasma ninguém - o Brasil joga pelo empate. Ao menos a partida dará a Neymar a chance de fazer algo que ainda não conseguiu: brilhar intensamente em território argentino.

A Argentina parece não fazer muito bem à principal estrela do futebol do Brasil na atualidade. Todas as vezes que entrou no país vizinho, Neymar deu a impressão de ter deixado seu talento na alfândega. Esse problema surgiu quando ele disputou a Copa América, no ano passado. O atacante do Santos era uma das duas maiores atrações do torneio (a outra era Messi) e esperava-se ansiosamente por um tira-teima entre eles na final, mas o brasileiro negou fogo em seu primeiro grande teste na seleção, que caiu nas quartas de final.

Ainda no ano passado, mais uma visita frustrada à Argentina. A ocasião era a primeira partida da edição inicial do Superclássico das Américas. E o jogo, disputado em Córdoba, foi um tedioso 0 a 0 principalmente porque Neymar não jogou nada. A coisa ficou ainda pior no primeiro semestre deste ano, quando o Santos foi a Buenos Aires para enfrentar o Vélez Sarsfield, pelas quartas de final da Libertadores. O até então desconhecido lateral Peruzzi fez seu nome às custas do astro brasileiro, que teve uma das piores atuações de sua carreira naquela noite de derrota santista por 1 a 0.

Agora que terá mais uma oportunidade de finalmente impressionar os argentinos, Neymar está animado. O fato de Brasil e Argentina não entrarem em campo com suas formações principais (apenas jogadores que atuam nos dois países participam) não parece aborrecer o astro. “A gente tem de aproveitar sempre a chance de jogar pela seleção, é um sonho de todo mundo”, disse o atacante. “E, querendo ou não, é um título que estará em jogo.”

Tanto faz

Nos últimos quatro amistosos da seleção principal do Brasil, Neymar foi escalado por Mano Menezes como o jogador mais avançado da equipe - um falso centroavante, por assim dizer. E ninguém pode negar que seu desempenho foi bom, já que ele marcou sete gols nesses jogos (há de se levar em conta, no entanto, que o fato de o time ter jogado contra China e Iraque ajudou a inflar esse número).

Nesta quarta-feira, porém, o astro vai voltar a ter um centroavante de ofício a seu lado no ataque da seleção. Ele formará dupla com Fred, artilheiro do Campeonato Brasileiro, que não veste a camisa amarela há mais de um ano. E Neymar jura que para ele não faz a menor diferença a posição em que jogará. “O que eu quero é jogar, independentemente de ficar fixo na frente ou não”, avisou.

Além de servir para Neymar acabar com a sina de sempre falhar na Argentina, a partida desta quarta-feira dará a muitos jogadores a chance de mostrar serviço para Mano Menezes e, assim, aparecer nas próximas convocações do técnico - dessa vez, para a seleção principal. O jogo deveria ter sido disputado em 3 de outubro, na cidade argentina de Resistencia, mas faltou luz no Estádio Centenário.

 

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