Tribuna do Leitor

Tal pai, tal filho...


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Com certeza você já ouviu falar essa frase e talvez concordou com ela na maior parte das vezes que a ouviu. Pois é, eu também, pois essa frase refletia de forma objetiva aquilo que os pais ensinavam para seus filhos. Educação, hombridade, respeito pelas pessoas, principalmente os idosos. Ser trabalhador, honesto, constituir uma família decente, pagar suas contas, primar pelos bons costumes, ficar longe dos falsos "amigos", nunca pegar o que não lhe pertence, ir bem na escola, enfim a lista é grande. Os filhos olhavam para seus pais e nem sempre viam neles o cumprimento de todas aquelas exigências, mas entendiam que muitos não tiveram a mesma oportunidade que hoje podem dar a seus filhos.

Muitos foram criados na roça, ganhando um salário minúsculo, não tiveram oportunidade de estudar, mas independentemente disso tudo, olhavam para seus filhos com esperança de um dia vê-los se tornarem doutores, advogados, empresários, um bom pai de família, uma mulher honrada e boa mãe. Nisso vimos e ouvimos muitos dizerem, tal pai, tal filho. Era motivo de orgulho, de felicidade, de realização ao ver os filhos vencedores, realizados. Aí vem um questão que me incomoda, que me coloca numa situação de dúvida constante.

Se todos ou a grande maioria se denomina filho de Deus, afinal, dizem alguns, todos somos filhos do mesmo Pai, então o que temos feito para honrar aquilo que Nosso Pai quer de nós? Deus não quer que seus filhos sejam marginais, assassinos, ladrões, estupradores, corruptos, que não respeitam seu próximo, que não sejam honestos, não trabalhem com dignidade para sustento de sua família, não ensinem seus filhos serem boas pessoas, não se preocupem sequer com o seu próprio futuro e de sua família.

Resultado de tudo isso? Divórcios desestruturando emocionalmente pais e filhos, aumento do uso e tráfico de drogas, aumento da violência e da corrupção, busca desenfreada pelo interesse próprio sem sequer pensar no próximo, ufa... Aprendi com tudo isso que Deus sendo Pai jamais assumirá como filhos os que tais coisas praticam, mas os verdadeiros filhos de Deus são aqueles que procuram, mesmo com dificuldades, mesmo nadando contra a correnteza desse mundo, seguir seus ensinamentos e conselhos, independente da religião, tornando-se cada dia filhos melhores, mais obedientes e cumpridores de seus propósitos. Aí, sim, poderemos com toda segurança afirmarmos, somos filhos de Deus, pois tal PAI, tal filho.

Marcos Canaver

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