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Procon quer explicações sobre desconto ?maquiado? na Black Friday do Brasil

Folhapress
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São Paulo - A “Black Friday” brasileira, cópia do evento americano que reúne liquidações de lojas virtuais e algumas físicas, provocou ontem uma onda de reclamações de consumidores nas redes sociais. As principais manifestações eram sobre os preços, que, segundo os consumidores, não traziam os prometidos descontos de até 75%.

Também houve reclamações sobre dificuldades para acesso aos sites das empresas e do evento. No início da tarde de ontem, a própria organizadora do evento, a Busca Descontos, bloqueou 500 ofertas no portal devido a reclamações sobre supostas falsas promoções.

A empresa, contudo, não divulga a quantidade total de ofertas, nem a lista de empresas envolvidas. “Esses contratempos prejudicam muito o crescimento da “Black Friday’ no Brasil”, considera Pedro Eugênio, CEO do Busca Descontos.

O Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) recebeu 40 reclamações, índice considerado alto para um único dia, e notificou Extra (lojas físicas e virtual), Ponto Frio, Submarino, Americanas.com, Wal-Mart, Saraiva e Fast Shop, exigindo das empresas uma resposta até segunda-feira.

Segundo o órgão, os consumidores relataram indícios de que as lojas estavam “maquiando” os preços dos produtos, aumentando o valor deles antes do evento para depois baixá-los. “A primeira coisa que o consumidor deve fazer é denunciar”, aconselha Renan Ferraciolli, assessor-chefe do Procon-SP.

 

Outro lado

Em nota, o Ponto Frio virtual e o Extra (lojas físicas e virtual) afirmam que as ofertas divulgadas são legítimas e estão sendo praticadas conforme anunciadas, sem qualquer manipulação de valores.

A Americanas.com e o Submarino informam que apresentarão a documentação solicitada no prazo e que os preços praticados ontem são promocionais e criados especialmente para o evento.

Já a Saraiva optou por não se manifestar porque não foi notificada oficialmente. Por fim, o Walmart afirma que não recebeu nenhuma reclamação dos consumidores. A Fast Shop foi procurada pela reportagem, mas não respondeu até o início da noite de ontem.

Apesar dos contratempos, levantamento feito pelos organizadores e pela empresa ClearSale, de autenticação, mostra que as vendas nas primeiras 12 horas de ontem superaram as de 2011.

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