“Não foi nada barato. Então, precisamos zelar. E isso é para ontem”. Esse é o veredicto de Alcides dos Santos Gonçalves.
Treinador e coordenador do projeto Acaê, que direciona ao esportes crianças e jovens em situação de risco social, o Cabo Alcides relaciona a importância de estrutura complementar no que já existe e manutenção adequada à mesma velocidade com que os participantes das provas de atletismo dos Abertos inauguraram os dispositivos.
O coordenador, que foi homenageado pela prefeitura com o nome do complexo de atletismo instalado dentro do estádio Antônio Milagre Filho, o Milagrão, na Vila Prudência, observa que o epicentro das provas da modalidade nos Jogos é um dos locais que necessitam maiores cuidados, a fim de não se perder tudo o que já foi investido.
Além da pista, orçada em R$ 4,5 milhões, com revestimento sintético de poliuretano “tartan”, há necessidade de construção de almoxarifados para todo material complementar.
“Nossa maior preocupação é cuidar desse material. São equipamentos importados, tudo da melhor qualidade. Já falamos com a Semel, com o secretário e prefeito”.
Neide Carlos |
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Coordenador da base no atletismo, Cabo Alcides ressalta agilidade e zelo necessários para manter estrutura após os Jogos |
O material, observa Alcides, precisa ser guardado em instalações no próprio Milagrão. “Seria impossível transportar material para lá e para cá”, considera.
Demais itens estruturais também são elencados por ele: “Precisamos ver também questão de banheiros, refeitórios. Aqui (Milagrão) será o nosso laboratório, com estrutura de alto rendimento mesmo. Tem de haver qualidade condizente à pista”, relaciona.
“A correria até então era para preparar os Jogos, que foram ótimos. Mas agora precisamos pensar na estrutura que precisaremos daqui para adiante”, enfatiza. “Uma estrutura acanhada, ao lado desta pista, ficará muito ruim. Sei que nossas autoridades, pela visibilidade que têm, não deixarão de dar sequência ao que já foi realizado”, confia.
A devida manutenção preventiva e zelo, observa Alcides, demandam também de equipe treinada. “Será necessário que o zelador designado faça um curso sobre como trabalhar com este piso. No caso de visitas e testes na pista, é preciso também ordenar revezamento de balizas, evitando o desgaste”, conceitua.
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