Os torcedores aguentam derrotas, aguentam piadas, aguentam a tristeza. Sempre com a cabeça erguida, saindo na segunda-feira pós-derrota, orgulhosamente, com a camisa do Verdão. Esse sentimento é amor, é algo que não se explica, apenas se sente. Essa relação é incondicional. Cada gol sofrido, cada gol perdido machuca nossos corações, faz brotar lágrimas e mais lágrimas nos nossos olhos, mas o verdadeiro palestrino guarda sua frustração dentro de si, não extrapola a emoção através da violência. O sentimento de um torcedor cativado pelo esporte é bonito, é puro e um dos únicos que não é egoísta.
O triunfo ou a derrota de uma equipe são sentidos por milhões de pessoas, pois o que basta para um apaixonado é o sentimento. Nesse mundo individualista em que vivemos é cada vez mais raro atitudes movidas pelo amor. Porém a ignorância de uma minoria tem ganhado foco no esporte.
É cada vez mais frequente encontrarmos casos de violência, mas isso não é justo, o Palmeiras não precisa desse tipo de gente. Uma ligação tão bonita quanto a de um torcedor com um clube, não se mistura com ódio.
Nos últimos anos a torcida do Palmeiras se deparou com situações como essa, de agressão a jogadores, a diretores, brigas de torcida, que inibem o verdadeiro torcedor de ir ao estádio. Uma regra básica de convivência é que o seu direito termina onde começa o do outro, o que se aplica ao futebol também. Além de que essa minoria não representa em nada a grandeza do Palmeiras.
Esse é um dos capítulos mais dolorosos de nossa história. Passamos por isso uma vez há uma década e superamos, o que vai acontecer novamente. Não é uma pedra no caminho que vai abalar a rica história do Maior Campeão Nacional, que em 2012 completou 11 títulos nacionais. Que venha a série B, pois quem superou os obstáculos de uma guerra, sobreviverá a isso!
Érika Alfaro de Araújo