Malavolta Jr. |
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Barragem financiada com recurso do governo federal só agora vai ser retomada na Água do Sobrado, na região noroeste |
A construção da barragem da Água do Sobrado, na região da Quinta Ranieri, ficou paralisada por mais de um mês em razão de dificuldade na desapropriação de pelo menos uma propriedade às margens da área onde será instalado o dispositivo de contenção. Ao contrário do que cogitou a Prefeitura de Bauru há pouco mais de um mês, a demora na aplicação de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não se deu por problema na execução.
O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) confirmou ontem à tarde que a finalização da desapropriação de um imóvel atrasou a execução do contrato. “Ficou uma casa na área de influência muito perto da barragem que está sendo construída. Então teve de parar para resolver o problema e tirar os moradores do local. A prefeitura achou melhor não colocar ninguém em risco e agora isso está resolvido”, informa.
Morador do local e o único entre as residências próximas à futura barragem a ter o direito de permanecer por lá, Ericom Ferreira Rosa conta que a obra demorou em razão das desapropriações. “Eles começaram a construir a barragem com três casas na frente da minha, bem perto da erosão. Ai veio alguém e mostrou o perigo. Agora faz uns 35 dias que desapropriaram e as casas foram demolidas. Mas a obra ainda não recomeçou, tá tudo parado”, cita.
Rodrigo Agostinho garante que o problema foi superado e a obra será retomada em poucos dias. “A empresa Halim Aidar já pode retomar as obras e realizar os serviços”, disse. O contrato foi licitado por cerca de R$ 3,8 milhões, com os recursos advindos do PAC.
A prefeitura teve outro problema com a aplicação de recursos do PAC. No mesmo programa de contenção de enchentes, o subdimensionamento da movimentação de terra em 7 mil caminhões, no projeto original, exigiu cancelamento da licitação inicial. A contratação de projeto executivo com a definição dos parâmetros ideais de serviços demorou.
A demora na aplicação de recursos do PAC pode gerar prejuízos ao município na avaliação de solicitações por verbas federais em outros procedimentos, como no tratamento de esgoto, este último em andamento em Brasília (DF).
Moradores reclamam
Nos entornos do local da grande erosão que via abrigar uma barragem, dos dois lados, há grande acúmulo de lixo doméstico e entulho tanto de construção civil quando de restos de madeira e outros materiais. Os moradores reclamam da costumeira utilização da área para descarte irregular por munícipes.
O lixão está acompanhado do mau cheiro e de fogueiras diárias, que pioram a qualidade do ar da região. Escombros das residências demolidas para desapropriação formam “obstáculo” perigoso a crianças que brincam nos arredores.
Em um dos lados, os vizinhos da erosão, Luiz Antonio da Costa Pereira, Lucas Fernando Palma Bonfim e Leandro R. Costa Pereira reclamam de buraco que se formou na quadra 6 da rua Noracylde Lima, no bairro São João Ipiranga. “Esse buraco e a água acumulada aqui de vazamento são problemas antigos. Mas a gente liga e ninguém vem consertar. O buracão de uma parte da obra é muito perigoso e não tem sinalização e outro buraco já ameaça o muro da casa mais perto da esquina”, reclama Luiz.
