O Sesc Bauru traz nesta sexta, às 20h, show instrumental com o músico Sérgio Ricardo, que mostra um panorama de canções bastante representativas de seus 60 anos de carreira. A entrada é gratuita com retirada de ingresso individual uma hora antes na Central de Atendimento. Intérprete, compositor e pianista clássico e um dos precursores da bossa nova, Sérgio Ricardo se apresenta ao lado de seus filhos e músicos, Marina Lufti, Adriana Lufti e João Gurgel.
No show, canções que marcaram sua trajetória, como “Deus e Diabo na Terra do Sol”, “Zelão”, “Nosso Olhar” e “Poema Azul” não vão faltar, além de algumas expressivas músicas compostas para trilhas sonoras de filmes emblemáticos, tais como “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha, e para a peça “Flicts”, de Ziraldo.
Ator, músico, escritor...
Sérgio Ricardo, nome artístico de João Mansur Lutfi, nasceu em Marília (100 quilômetros de Bauru). Em 1940, aos oito anos, ele ingressou no Conservatório de Música mariliense para estudar piano e teoria musical. Começava, assim, a trilhar o caminho de músico.
Mas a música parece não ter sido sua única paixão. João Lutfi também atuou como ator, se tornando um verdadeiro galã das primeiras telenovelas da extinta TV Rio. Na TV Tupi, de São Paulo, participou da novela “O Corsário”. Não sossegou enquanto não mostrou sua habilidade como compositor, gravando seu primeiro 78 rpm na RGE, em 1958, cantando “Vai Jangada”, de Geraldo Serafim e Nazareno de Brito. Mas foi “Buquê de Isabel”, gravado na década de 50, que fez com que Sérgio fosse descoberto como compositor pelo público. Como cantor, seu primeiro sucesso foi “Zelão”.
Cineasta, filmou pelo menos cinco curtas-metragens. “O Menino da Calça Branca” foi um deles, que alcançou o segundo lugar no Festival de San Francisco, Califórnia. Ainda filmou três longas e fez música para vários filmes de Glauber Rocha, como “Barravento”, “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro” e compôs sua obra-prima para o genial “Deus e o Diabo na Terra do Sol”.
Ainda mostrou seu talento como pintor e escritor, expondo 20 telas no Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo e com o lançamento dos livros de poemas “Elo: Ela e Elefante Adormecido”; e sua obra de análise e memória “Quem Quebrou Meu Violão”.
Eclético, Sérgio Ricardo teve um episódio que ficou marcado pelo grande público em 1967, em um festival da TV Record, quando quebrou um violão e jogou o instrumento na plateia. O fato foi noticiado como “Violada na Plateia”, manchete do jornal Última Hora, de São Paulo, na manhã seguinte.
Serviço
O Sesc fica na av. Aureliano Cardia, 6-71. Informações: (14) 3235-1750