Regional

Mercado de bebidas movimenta região

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A região de Bauru possui várias fábricas de bebidas. Refrigerantes em Jaú e Garça, cachaça e vinho em Lençóis Paulista, cerveja em Agudos, Assis e São Manuel. Aliás, o mercado de bebidas não alcoólicas ganhou espaço nos últimos cinco anos. A participação dessas bebidas vendidas subiu de 51,6% para 53,2%, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (Abir).

Uma pesquisa realizada pela Nielsen, de janeiro a agosto de 2011, prova que o mercado de bebidas teve um avanço de 1,5% - crescimento sim, mas inferior ao mesmo período de 2010 (9,8%).

Segundo Arlete Soares Corrêa, gerente de análises especiais da Nielsen, o baixo crescimento de bebidas alcoólicas se deu principalmente pelo desempenho do segmento de cervejas que, em 2011, apresentou retração. Um dos fatores foi o aumento de preços da categoria em 2010.

Em 2011, segundo a Nielsen, foram produzidos no País, 13,3 bilhões de litros de cerveja. Um aumento superior a 3% se comparado ao ano anterior, em que se produziu 12,8 bilhões de litros. O mercado de vinho cresceu 34,9% no volume de vendas, nos supermercados, em 2011. Os refrigerantes alcoólicos (elaborados a partir da associação de uma bebida alcoólica) tiveram maior importância em faturamento no mercado de bebidas alcoólicas, atingindo a marca de 21,2%. Os sucos de frutas apresentaram um crescimento no volume de vendas nos supermercados, alcançando o patamar de 15,9%.

Na região, as bebidas movimentam a economia dos municípios onde estão instaladas. Umas mais, outras, menos, e geram empregos durante todo o ano, mas a soma do verão com as festas de final de ano incrementa a demanda e faz com que muitos fabricantes contratem colaboradores temporários desde outubro, como é o caso dos Refrigerantes 15, de Jaú, que faz estoque de bebidas a partir de novembro para atender a clientela nas festas de fim de ano.

Segundo dados divulgados pela Folha de S. Paulo, no ano de 2010 o consumo de bebidas engarrafadas alcançou volumes expressivos no Brasil. O consumo per capita nas três categorias, refrigerantes, cerveja e destilados, é a maior do que na Europa Ocidental.

Tudo isso aconteceu por conta da combinação de crescimento do poder de compra da população com o real forte que transformou o Brasil em prioridade para as companhias globais de bebidas, de acordo com o mesmo jornal.

O Brasil disputa com a China o posto de terceiro maior mercado para a Coca-Cola. Há cinco anos e meio, a companhia vem exibindo taxas constantes de expansão. No último trimestre, a empresa cresceu 13% no Brasil, ante avanço global de 5%.

A Copa do Mundo e as Olimpíadas deve mudar o patamar de consumo de bebidas engarrafadas e as empresas deverão aumentar as suas capacidades. Tanto a Coca-Cola como a Ambev estão investindo desde 2010 para aumentar a capacidade a fim de atender os dois eventos.

O País, de acordo com a mesma fonte já é o maior mercado consumidor do uísque Johnnie  Walker Red Label do mundo. A Vodca Smirnoff, outra marca da mesma britânica Diageo, detém 30% do segmento que movimenta mais de R$ 1 bilhão.

 

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