Arquivo/Neide Carlos |
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Segundo Galassi, previsão é de faturar R$ 74 bilhões em SP |
Ao fazer o balanço de 2012 e projetar o próximo ano, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) anunciou ontem, em São Paulo, que as vendas do setor no Estado de São Paulo encerrarão o ano com taxa de crescimento de 6% de vendas reais em relação a 2011. A estimativa é baseada no desempenho de janeiro a outubro.
O índice projeta um faturamento em torno de R$ 74 bilhões dos supermercadistas paulistas em 2012. As vendas relacionadas às festas deste final de ano devem apresentar crescimento real de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior, puxado pela sidra, panetone, champagne e bebidas em geral.
Em 2011, as redes do Estado faturaram R$ 68 bilhões, ou 30% do setor no país. A participação paulista no bolo nacional, que chegou a 40% há 10 anos, vem diminuindo por conta da redistribuição de renda no País, o que é positivo para todos, segundo comentou o presidente da entidade, João Galassi.
No encontro com os jornalistas, o economista Rodrigo Mariano, gerente do departamento de Economia e Pesquisa da entidade, traçou as expectativas para 2013.
A projeção é de crescimento de 5% e mercados estáveis em setores relevantes, como carnes e cereais, o que baixa a expectativa de alta de preços para 6% ao longo do ano, contra 8% estimados para 2012.
Cerca de 1.200 empresas são associadas da Apas, responsáveis por 2.700 pontos de venda em todo o Estado. O número sobe para 26 mil estabelecimentos se computados os atacados, mercearias e pequenos armazéns.
De acordo com Mariano, o desempenho do setor em 2012 se traduz em um nível de confiança considerado elevado. A Pesquisa de Confiança em relação à economia atingiu 42% de otimismo em novembro, contra 35% de neutralidade e 22% de pessimismo.
Mais vendidos
No ranking dos produtos mais vendidos em 2012, os destaques foram os sucos de frutas prontos para consumo (13,5%), whisky (10,4%), tintura e rejuvenescedor para cabelos (10,1%), água mineral (7,5%), shampoo (5,8%) e salgadinho para aperitivos (4,6%). Entre os que tiveram queda nas vendas, destacam-se iinseticida (-10,8%), sabão em barra (-9,1%), açúcar (-6,7%), farinha de trigo (-6,5%), alimentos para cães (-6,0%), sorvete (-5,9%) e aguardente de cana (-5,8%).
O incremento de renda da população, com a chamada ascensão na economia da classe C, somada à necessidade básica da população, especialmente por alimentos e bebidas, são fatores que asseguram o estímulo às vendas nos supermercados em 2013, segundo a projeção do setor.
Trabalho
O mercado de trabalho no setor de supermercados apresentou expansão de 4,36% em 2012, mas o segmento ainda tem na formação de equipes um de seus principais desafios.
A indisponibilidade de trabalhar nos finais de semana e feriados, períodos em que a movimentação de consumidores nas lojas é maior, constitui o maior gargalo no recrutamento de pessoal. Falta de formação educacional, falta de experiência e falta de qualificação profissional são os demais fatores apontados para a escassez de mão de obra.
