Internacional

Crise agrava e Exército egípcio tenta forjar unidade nacional

Reuters
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Cairo - O chefe das Forças Armadas egípcias convocou um diálogo de unidade nacional para tentar conter a crise política no país, após o FMI adiar a concessão de um empréstimo e milhares de manifestantes pró e contra o governo tomarem as ruas.

A reunião, marcada para a tarde

de hoje, foi convocada em resposta a uma série de turbulências desde 22 de novembro, quando o presidente Mohamed Mursi baixou um decreto ampliando seus próprios poderes.

A crise se agravou neste mês, com a convocação de um referendo sobre uma nova Constituição, redigida por uma assembleia de viés islâmico.

“Não vamos falar de política nem do referendo. Amanhã (hoje) vamos nos sentar juntos como egípcios”, disse o comandante militar e ministro da Defesa, Abdel Fattah al Sisi, durante um encontro de oficiais militares e policiais.

Um assessor de Mursi disse que o presidente apoiou a convocação do diálogo. A Irmandade Muçulmana, influente grupo político que apoia o presidente, disse que estará lá, ao passo que a principal coalizão oposicionista anunciou que decidirá isso ainda hoje.

Antes disso, o ministro das Finanças anunciou que um empréstimo de 4,8 bilhões de dólares do Fundo Monetário Internacional será adiado até o mês que vem. Mumtaz al Said disse que o objetivo da demora é dar mais tempo para que o governo explique à população as medidas de austeridade exigidas como contrapartida.

 

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