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Rússia mantém embargo à carne

Agências
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Brasília - A intervenção da presidente Dilma Rousseff não foi suficiente para convencer o governo da Rússia a suspender o embargo à importação de carne de três Estados brasileiros, em vigor há um ano e meio. Frustrando a expectativa do setor de anúncio de um acordo, as autoridades de Moscou disseram que ainda analisam documentos e informações apresentadas por Brasília.

O governo brasileiro vai começar uma ofensiva na Organização Mundial do Comércio (OMC) para tentar reverter o embargo à carne bovina adotado, até agora, por China, Japão e África do Sul. Nos próximos dias, serão abertas consultas com os países que suspenderam a importação por conta da descoberta de um animal contaminado com o agente causador da doença da vaca louca no Paraná.

A representação brasileira na OMC também vai iniciar uma discussão sobre o caso no Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS).

A consulta é um primeiro passo de negociação, onde são apresentados esclarecimentos diretamente a um país sobre as medidas tomadas e se evita a abertura de um painel, em que se denunciam práticas comerciais inapropriadas e que pode terminar em medidas legais, como retaliações.

Já no Comitê, a intenção do governo brasileiro é reforçar as explicações e comprovar que o País não tem risco para a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) - nome oficial da doença - e firmar uma posição frente à OMC como um todo.

Dilma disse que o Ministério da Agricultura do Brasil “estava equivocado” quando informou há duas semanas que a Rússia havia decidido retomar as importações de carnes do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso.

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