Política

DAE licita interceptores da Nuno

Vinícius Lousada com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Depois de seis meses da suspensão do primeiro processo de licitação, foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial de Bauru (DOB) o edital para contratação, na modalidade de concorrência pública, de empresa especializada a para assentar interceptores nas margens direita e esquerda do segundo trecho do rio Bauru e no córrego Água Comprida. Tratam-se de tubulações subterrâneas que transportarão os dejetos à futura Estação de Tratamento de Esgoto.

Após o início das obras, o trabalho deve ser concluído em 180 dias e está orçada em R$ 18.074.036,00. O dinheiro sairá do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE).

No dia 11 de junho, o Jornal da Cidade publicou reportagem sobre o ocultamento de defeitos na contratação do serviço pelo DAE. A autarquia, no entanto, guardou essas informações ‘a sete chaves’. Outro ponto é que, à época, o governo se comprometeu a republicar o edital em 15 dias, o que só está acontecendo agora.

Questionada sobre as alterações no projeto que viabilizaram a republicação do edital de licitação, a diretora da Divisão de Planejamento, Nucimar Borro Paes, alega que não houve erros no processo, “mas apenas uma revisão nas exigências de qualificação técnica das empresas para habilitação”.

Apesar disso, ela admite que, “aproveitando a suspensão”, foi solicitada a retirada de arredondamentos causados por fórmulas inseridas nas planilhas inseridas.

Outro problema que ainda não foi resolvido é o litígio junto à Passareli, que executou o assentamento do primeiro trecho de interceptores na Nuno de Assis. Há divergências acerca de valores e a constatação de tubos rachados.


A obra

A margem direita do Rio Bauru, da Avenida Nações Unidas até o trecho já executado na altura do pátio ferroviário, terá extensão de 1.954,28 metros com tubulações de concreto de 1.000 milímetros. O Método Não Destrutivo (MND) Tunnel Liner, realizado através de perfurações no subsolo na horizontal por onde passam os tubos, será utilizado em 168,45 metros. O restante da obra será feito pelo sistema tradicional, ou seja, através de valas abertas. Na margem esquerda, da Nações até o trecho já executado próximo da antiga Bunge, serão implantados 3.082,73 metros com tubulações de concreto de 700 mm e 1.200 mm, sendo 196,02 metros através do MND.

No Córrego Água Comprida, margem direita, com início na altura da foz com o Rio Bauru até transpor a Avenida Nações Unidas, serão assentados 4.805,40 metros com tubulações de 400 mm a 1000 mm, sendo que o MND será utilizado em 218 metros. A margem esquerda, da avenida Rodrigues Alves até o ponto de lançamento existente na altura do Parque Camélias, terá extensão de 1.548  metros e tubulações de 400 mm, com 41 metros de MND. Para concluir todas as obras de interceptores de esgoto em Bauru, além dos 11.390,41 metros que serão licitados, o DAE já iniciou a implantação dos 2.121,48 metros de tubulações que está sendo executada pela própria autarquia. Os trabalhos já foram finalizados no trecho compreendido entre o Pátio Ferroviário e a Avenida Comendador José da Silva Martha, com 528 metros (Rio Bauru). O próximo trecho, que terá extensão de 600 metros, será no Córrego Vargem Limpa (perto Bauru Country Club).

Por último será o Córrego da Grama, no Parque Jaraguá, onde terão interceptores que passarão na área dos barracos do bairro. Essas famílias serão deslocadas para o Conjunto Habitacional Morada Buritis, do programa ‘Minha Casa Minha Vida’.

 

Despoluição?

O DAE divulgou que a instalação dos interceptores vai promover a despoluição dos córregos de Bauru. Isso, no entanto, só vai acontecer de fato quando a cidade tiver sua estação de tratamento de esgoto. Até lá, o esgoto continua sendo despejado no rio, mas distante da área urbanizada, embora dentro do município.

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