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Unesp: alunos buscam câmpus Bauru

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Apesar de a Universidade Estadual Paulista (Unesp) estar espalhada em 23 municípios, muitos vestibulandos da região preferem os cursos oferecidos no câmpus de Bauru. As relações familiares e a proximidade com a cidade de origem são os principais fatores que influenciam na escolha. Ontem, 2.791 estudantes fizeram a primeira prova da segunda fase do processo. Hoje, os candidatos serão submetidos a questões de língua portuguesa e à redação.

Bianca Peraçolli, 20 anos, é veterana da disputa. Pela quarta vez, tenta ingressar no curso de química, em Bauru. Agora, porém, o alvo é o bacharelado, oferecido pelo primeiro ano. Nas outras ocasiões, ela tentava a licenciatura na área. “Fiz cursinho no ano passado, agora estou no curso técnico de química”, conta.

Moradora de Lençóis Paulista, ela diz que não tem a intenção de sair de sua cidade, por isso, escolheu um curso do câmpus bauruense da universidade. “Dá para voltar todos os dias”.

Carlos Henrique Basseto Birelo, 19 anos, é de Bernardino de Campos, mas já mora em Bauru. Ele ingressou no curso de educação física, mas se decepcionou e trancou a matrícula. Dessa vez, tenta passar em jornalismo. “Moro aqui, mas só estudando em Bauru que daria para voltar todos os finais de semana para a casa da família”, explica.

Apesar da concorrência de 16 candidatos por vaga na segunda fase, Henrique se diz confiante e tranquilo. Ele contava ainda com um motivo a mais para estar otimista: corintiano, exibiu a camisa do time durante a prova para comemorar o título de campeão mundial de clubes, conquistado na manhã de ontem.

Coordenador da Vunesp em Bauru, o professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Unesp, Luiz Gonzaga Campos Porto, diz que a maioria dos inscritos para fazer a prova em Bauru almeja estudar na cidade. A exceção se dá para o curso de medicina, o mais concorrido, encampado em Botucatu. “Bauru tem arquitetura, que é um dos mais concorridos”, pontua.


Pelo curso

O bauruense Igor José Ramos dos Santos Guedes, 19 anos, escolheu o curso de engenharia elétrica, oferecido na cidade. Ele disse, porém, que ficar por aqui não o motivou. “Eu iria para outro lugar sem problemas. Eu já tenho formação técnica na área”.

Sueli Maciel é mãe da candidata Bárbara Maciel Braga, de 19 anos. De Lençóis Paulista, ela já está acostumada à distância, pois a jovem fez cursinho preparatório em Curitiba (PR). Na Unesp, ela tenta ingressar em odontologia, de Araçatuba. Mas, em outras universidades, a meta é temida medicina. “Eu fico aqui até ela terminar para dar sorte”, diz a genitora.

 

Com choro

Nem todo mundo, no entanto, conseguiu fazer a prova ontem. A adolescente Daniele Oliveira, de 17 anos, chegou dois minutos após o fechamento dos portões do Instituto Toledo de Ensino (ITE), onde a prova foi realizada. Impedida de entrar, ela não segurou o choro. “Agora resta torcer pelos resultados dos outros vestibulares. Eu cheguei a ouvir o sinal tocar”, lamentou.

A garota veio de Espírito Santo do Turvo (SP) e diz que o carro da família quebrou. “Se não fosse isso, a gente chegaria com muito tempo de antecedência”.

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