O promotor Luís Gabos Álvares conta que, a partir de hoje, representantes da Famesp já estarão no Hospital de Base para dar início ao processo de transição. Isso deve acontecer em áreas consideradas ‘chave’ pela entidade, como os setores de enfermagem, departamento pessoal, compras e centro cirúrgico.
Por outro lado, o interventor da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) fica no hospital mesmo após o início oficial da gestão da Famesp, possivelmente até fevereiro do ano que vem. “É importante para os processos de levantamento de bens, inventário e outras questões burocráticas. Haverá sobreposição de administrações”, explica.
Operacionalidade
Promotor das Fundações, Luís Gabos Álvares afirma que a recuperação da operacionalidade do Hospital de Base será gradual, até chegar aos 200 leitos de internação. Atualmente, a unidade opera em um terço de sua capacidade, desde que estourou a Operação Odontoma, em 2009.
Gabos afirma que o dinheiro destinado à recuperação do hospital vai possibilitar, além da compra de equipamentos, o conserto do gerador, de elevadores e a reforma das alas da unidade que estão paradas.
“A ideia é que o Base alcance a qualidade de atendimento do Hospital Estadual em até cinco anos”, estima o promotor.
A diretora do Departamento Regional de Saúde (DRS-6) disse, em entrevista recente ao JC, que a expectativa do órgão, ligado à Secretaria do Estado de Saúde, é de que a Famesp opere o HB com 150 leitos.