Regional

PS de Jaú vai reduzir atendimento

Da Redação
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Jaú - A Santa Casa de Jaú (47 quilômetros de Bauru) já enfrenta dificuldades de aumento na demanda no seu pronto-socorro municipal. Em nota expedida ontem a direção da instituição informa que, a partir de 1 janeiro de 2013, o PS deverá reduzir o número de atendimento, devido ao vencimento do contrato que termina em 31 de dezembro deste ano com o município.

A diretoria diz que toda documentação de renovação foi encaminhada à prefeitura no dia 8 de novembro deste ano, sem nenhuma resposta do prefeito Osvaldo Franceschi Junior (PV) para o próximo exercício.  O Executivo não emitiu previsão de pagamento dos atrasados, deixando um déficit em torno de R$ 1,4 milhão ao hospital.

De acordo com a assessoria de imprensa, a provedoria e diretoria Clínica da Santa Casa de Jaú por diversas vezes procuraram agendar encontros com o novo secretário da Saúde, Gilson Scatimburgo, e com o prefeito eleito Rafael Agostini (PT), aguardando que isso possa ocorrer nos próximos dias.

Scatimburgo declarou ontem por telefone que, após a posse do novo prefeito, será  possível ter uma visão da realidade financeira da prefeitura. Ele disse que não foi procurado pelos atuais diretores. “Desconheço isso. O que há é um documento que a Santa Casa deu entrada na prefeitura, cuja cópia tivemos acesso em que a instituição pede reajuste de R$ 640 mil para R$ 840 mil para continuar a prestar os serviços. Não sei se o Rafael Agostini (prefeito eleito) foi procurado”, declarou.

O novo secretário de Saúde afirma também que não pode tratar de situação meramente financeira sem avaliar as condições financeiras da administração. Ele confirmou que o assunto deverá ser abordado no início do governo, que assume em 1 de janeiro do ano que vem.


Críticas ao Estado

 

Segundo a Santa Casa, a Diretoria Regional de Saúde (DRS-6) de Bauru da Secretaria da Saúde do Estado também não tem demonstrado perspectiva de aliviar o déficit financeiro da entidade diante do aumento de pacientes da região, que são encaminhados ou procuram espontaneamente a Santa Casa todos os dias, em decorrência da falta de estrutura médico hospitalar das suas respectivas cidades.

“Isso é muito confortável para os prefeitos da nossa região, que nada fazem para contribuir com verbas e ajudar a solucionar a situação”, informa.

A assessoria do hospital diz ainda que o governo do Estado deverá repassar R$ 6,5 milhões mensal ao hospital de Base de Bauru, enquanto que a Santa Casa de Jaú, porta referencial da região, fica mais uma vez prejudicada pelo Governo do Estado, apesar de seus bons serviços prestados. 

“A Santa Casa de Jaú mais uma vez oficiará o Ministério Público Estadual e Federal sobre o problema que vem se tornando crônico na cidade e na vida financeira do hospital”, finaliza a nota.


Repasse extra

O Departamento Regional de Saúde de Bauru esclareceu ontem que, diferentemente do informado pela direção da Santa Casa de Jaú, auxilia financeiramente a instituição com repasses extra-Sistema Único de Saúde (SUS), no  alor de R$ 140 mil mensais, além do que o hospital já recebe pelo atendimento prestado aos paciente da rede pública. Também houve repasse de R$ 200 mil em investimentos para a reforma e ampliação do pronto-socorro da Santa Casa, além de outros R$ 800 mil, em indicações parlamentares, para compra de equipamentos, pequenas reformas e custeio.

O Estado também está solicitando o credenciamento de novos dez leitos de UTI para a Santa Casa de Jaú, diz a nota da assessoria de imprensa.

A Secretaria de Estado da Saúde diz que é solidária à causa das santas casas da região e de todo Estado. “Muitas passam por dificuldades financeiras em razão do déficit da tabela de pagamentos do SUS, definida pelo governo federal. A tabela da União paga R$ 443, por exemplo, para um parto normal que custa R$ 900, R$ 478 para uma diária de UTI de R$ 1.000 e R$ 36 para um exame de broncoscopia que custa R$ 250, em média.”

O governo do Estado de São Paulo, atento a esta questão, auxilia financeiramente as santas casas com repasses extras, além do que elas recebem regularmente por consultas, exames e internações de pacientes do SUS, esclarece na nota.  Segundo a Secretaria, somente em 2011 repassou R$ 580 milhões em recursos extras, do tesouro estadual, para auxiliar as santas casas.  O DRS espera que a Santa Casa não interrompa o atendimento para não prejudicar a população usuária do SUS.

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