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Violência cresce pelo 4º mês seguido

Folhapress
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São Paulo - Pelo quarto mês seguido São Paulo registrou alta em seu índice de homicídios. Comparando novembro deste ano com o mesmo período do ano passado houve um aumento de 32%.

Com os 470 registros de assassinatos, o Estado já teve nesses onze meses mais casos do que no ano passado inteiro. De janeiro a novembro, foram 4.194 ocorrências com 4.403 vítimas (em um caso pode haver mais de uma vítima), enquanto que em todo o ano de 2011 foram 4.306 registros com 4.644 mortes.

Ontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que a violência está retrocedendo em dezembro.

A onda de crimes, que já vitimou ao menos 106 policiais militares, foi um dos motivos da troca do comando da Secretaria da Segurança Pública e das polícias Civil e Militar no mês passado.

O então ocupante da pasta, Antonio Ferreira Pinto, insistia em dizer que o Estado não enfrentava uma crise. Logo em suas primeiras declarações, seu sucessor, Fernando Grella Vieira, deixou claro que o momento vivido pelo Estado se tratava, sim, de uma onda de violência.

Na Capital paulista o índice de aumento dos casos de assassinatos foi maior do que em todo o Estado, chegou a 50%. Foram 144 ocorrências em novembro deste ano contra 96 no ano passado. “Estávamos vivendo um momento em que a política de segurança se baseava na força abusiva da PM e sem contar com o trabalho de inteligência da Polícia Civil. Isso gerou um ciclo de violência que resultou na série de mortes”, afirmou a diretora do Instituto Sou da Paz, Luciana Guimarães.

Para ela, São Paulo ainda é o Estado com os melhores índices do País, mas a atual crise acendeu um sinal de alerta no governo Alckmin.

O aumento, segundo ela, fez com que houvesse a preocupação de o Estado voltar aos índices do fim da década de 1990, quando a taxa de homicídios por 100 mil habitantes era de 35,5. Hoje, a taxa é de 11,18.

Outros crimes que tiveram alta no Estado em novembro foram tentativa de homicídio (50%), estupro (26%) e furto de veículo (2%). As principais quedas foram no roubo a banco (-20%), latrocínio (13,8%) e roubo de carga (-7,9%).

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