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Xadrez: o aliado da educação

Da Redação
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Rei e dama contra rei, torre, bispos e cavalos em ação... xeque-mate! Quando falamos em jogo de xadrez, logo pensamos em uma atividade competitiva, que estimulará o surgimento de vencedores e perdedores. No entanto, o xadrez educacional, utilizado como ferramenta de apoio pedagógico, pode trazer muitos benefícios para o desenvolvimento intelectual das crianças.

Muitas escolas, inclusive, incluem essa atividade como disciplina extracurricular. Geralmente, o xadrez educacional é trabalhado no ensino fundamental I, com alunos do primeiro ao quinto ano. Em cada ano, o estudo de xadrez ganha mais regras e normas de acordo com o nível de conhecimento do aluno. O jogo é um caminho para promover a alfabetização, a formação de valores de cidadania e o reforço de conhecimentos apreendidos em sala de aula.

O professor Eric Piassi, que dá aulas no Colégio Novo Anglo Bauru, explica a importância do trabalho com o jogo em sala de aula. "O jogo de xadrez tem um grande valor para a aprendizagem das crianças e adolescentes. Com ele, é possível desenvolver o raciocínio lógico, a concentração, a calma, a tranquilidade..." afirma o docente.

Mas é preciso saber trabalhar corretamente com este tipo de metodologia. "Não é simplesmente colocar o jogo de xadrez na frente das crianças e deixá-las jogar. Como todo jogo, existem regras, ganhadores e perdedores. É preciso trabalhar toda uma pedagogia para que o jogo seja entendido como uma atividade prazerosa, benéfica e gostosa; para isso, foi criado uma pedagogia específica, capaz de tornar o jogo muito gostoso de ser aprendido", salienta.

Eric explica ainda que há diferenças do modo de jogar entre as séries. "Cada série tem conteúdos, atividades diferentes e aprende o jogo conforme a idade e capacidade . Nas séries iniciais, são trabalhados os personagens e valores; conforme os alunos vão crescendo e se desenvolvendo, o jogo é apresentado com mais regras e conceitos", indica.


Prática treina o raciocínio lógico

Não é difícil de constatar crianças fracassando em matemática. A maioria não entende o enunciado de um problema, ou não consegue bolar estratégias para uma possível solução. Na matemática, é preciso que o estudante saiba direcionar o seu raciocínio lógico e possua habilidades para analisar um mesmo problema das diversas maneiras possíveis. O xadrez poderia, então, tornar-se um importante aliado dos professores na difícil tarefa de ensinar matemática de forma mais lúdica e divertida.

Conforme analisa Eric, não só a matemática. "Praticamente todas as disciplinas, pois hoje em dia é muito difícil fazer com que crianças fiquem atentas às explicações dos professores", frisa. "Os alunos de hoje ficam horas e horas em frente a um computador, mas não ficam cinco minutos lendo ou prestando atenção em explicações", complementa. "Com o xadrez educacional, o aluno pesquisa história, publica textos, viaja pelo mundo, produz peças e constrói".

Os alunos do Anglo Bauru do quinto ano, Julia Paschoal e Yann Pereira, ambos de 10 anos, aprovam o xadrez em sala de aula e reforçam sua importância para o desenvolvimento do raciocínio. "É um jogo que ajuda a pensar", afirma Yann. "Trabalha muito a lógica, porque você tem que pensar no que o outro vai fazer", diz Julia, que pratica xadrez desde o segundo ano e gosta de jogar também com o pai.

Outra competência importante a ser desenvolvida com o xadrez é a tomada de decisões, já que, durante uma partida, o jogador precisa decidir qual lance deve ser feito, sabendo que a decisão pode mudar totalmente o destino daquela jogada. Assim, quando se trabalha este jogo com uma criança, estão sendo desenvolvidos hábitos necessários à tomada de decisões.


Tabuleiro exige concentração

Por causa de sua natureza lúdica, um dos principais benefícios do jogar xadrez é, sem dúvida, o desenvolvimento da concentração. Consequentemente, o aluno pode passar a apresentar um melhor desempenho em diversas disciplinas. Mas, afinal, por que o xadrez ajuda a desenvolver a atenção e a concentração?

"Estamos diante de uma batalha. Uma batalha da inteligência, em que os alunos precisam prestar muita atenção e concentração para não perder essa emocionante jogo. Logo, eles entendem como desafio e brincadeira e, sem perceber, acabam desenvolvendo esses benefícios. O mais legal é que isso acaba refletindo nas outras atividades escolares", alega o professor de xadrez do Colégio Novo Anglo Bauru, Eric Piassi.

"O jogo ajuda a gente a se concentrar nas outras matérias da escola, e desenvolve a paciência", afirma o aluno do Anglo Bauru, Pedro Mielli Sanches de Oliveira, de 8 anos. Para Murilo Correa Costa e Caio Pioversan, ambos de 7 anos, é importante prestar atenção no jogo para não perder o xeque-mate.

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