Teoricamente, a Associação Hospitalar de Bauru (AHB) deixaria hoje a gestão do Hospital de Base. No entanto, o promotor das Fundações Luís Gabos Álvares explicou que o contrato seria prorrogado até o dia 31, criando um marco para o início da gestão da Famesp. “Caso contrário, a entidade teria que rodar a folha de pagamento para três dias”, pontuou recentemente ao JC.
O contrato com a AHB não pode ser renovado em longo prazo porque, em razão das dívidas, a entidade está proibida de renovar convênios que implicasse em recursos públicos.
Sem recursos, patrimônio, funcionários e prestação de serviços, restará à AHB apenas uma dívida que chega próximo dos R$ 150 milhões (parte do passivo trabalhista, com a sucessão da responsabilidade para a Famesp, deixa de existir).
Dessa forma, a entidade será extinta em meados do ano que vem, segundo o promotor Luís Gabos Álvares. Até lá, o interventor Cláudio Pereira de Godoy será mantido no posto para cuidar de trâmites legais e burocracias.
O promotor explica que na dissolução da entidade caberá a cada um de seus credores buscar a sucessão para que recebam os valores que lhes são devidos.