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CNM diz que aumento do mínimo pressiona orçamento de prefeituras

Folhapress
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São Paulo - O aumento do salário mínimo de R$ 622,00 para R$ 678,00 vai ter um impacto de R$ 1,88 bilhão nas contas das prefeituras, de acordo com estimativa feita pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

O aumento de 8,98%, que vale a partir do dia 1 de janeiro, foi oficializado por decreto do governo federal publicado ontem.

O governo calculou o valor a partir da variação real de 2,73% mais a reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 6,1%.

Segundo a CNM, desde 2003 os aumentos do salário mínimo já geraram um impacto no valor de R$ 14 bilhões para as prefeituras. A entidade afirma que o novo aumento pode prejudicar o orçamento das prefeituras.

“Esta política de aumento do salário mínimo adotada pelo governo federal se mostrou bastante salutar à população, mas causa problemas de caixa às prefeituras, porque pressiona fortemente as folhas de pagamentos, principalmente em regiões do país aonde os municípios têm baixa arrecadação”, afirma o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

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