Em casa, nas ruas, nas praças ou nos parques o cenário é um só: crianças se divertindo. A partir de agora, em função das férias, crianças e jovens tomam conta de casas e ruas dos bairros e a atenção dos pais deve ser redobrada para garantir a segurança da garotada.
E quando o assunto é brincar, eles não querem saber de lugar ou hora certa. “Meus filhos brincam o tempo todo, desde a hora que acordam até irem para a cama. Mas nunca estão sozinhos. Acho que ter um adulto por perto é fundamental para que as crianças brinquem em segurança, principalmente em lugares abertos e próximos de ruas movimentadas”, aponta a professora Kelli Cristina do Prado Correa, mãe de Bianca e Bernardo do Prado Correa, de 7 e 4 anos, respectivamente.
Assim como Kelli, quem tem crianças em casa sabe que a tarefa de entreter os pequenos não é nada fácil. As dicas da professora é procurar o que a cidade tem a oferecer, como o Zoológico Municipal de Bauru, o Jardim Botânico e as praças e parques da cidade, como o que existe no Jardim Terra Branca, bairro onde moram.
“Nós gostamos de fazer piquenique no parque e eu ajudo a escolher as coisas gostosas que levamos” conta Bianca. Já Bernardo diz que gosta mesmo é de brincar: “Na escola a gente não brinca tanto quanto nas férias”.
É possível ter controle da situação
Seja em casa ou fora dela, é fundamental ficar de olho nas brincadeiras das crianças para evitar acidentes corriqueiros que podem ter graves consequências. Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros Cláudio Augusto Antunes da Silva, a maior parte dos acidentes envolvendo crianças acontece dentro de casa.
“E é possível evitar grande parte deles com pequenos cuidados diários como manter objetos cortantes, remédios e produtos de limpeza longe do alcance dos filhos”, destaca.
A operadora de caixa Ana Paula da Silva Paiva sabe bem sobre as “armadilhas” que um inocente descuido em casa pode representar para uma criança.
“Outro dia mesmo, meu marido deixou um remédio para dor ao alcance de nossa filha, Giovana da Silva Paiva, de 5 anos, e ela pegou por curiosidade, ainda bem que eu cheguei no exato momento e evitei o pior”, lembra a moradora do núcleo Bauru 16.
Ana Paula diz que explica para a filha que não se deve colocar remédios na boca e ensina também sobre outros perigos domésticos, como pegar objetos cortantes, por exemplo. Entretanto, ela salienta que não adianta somente explicar tais situações, o ideal mesmo é evitar o perigo.
“Com crianças pequenas os cuidados realmente são muitos, principalmente porque é um momento de descobertas. Então, remédios só na parte alta dos armários, evito ao máximo deixá-la sozinha, sempre que posso brinco com ela, monitoro as atividades desenvolvidas e jamais permito que ela vá sozinha para a rua, até mesmo na calçada ela só brinca quando eu estou junto”, afirma.
De acordo com a mãe, os cuidados aumentaram ainda mais quando Giovana queimou a mão em um umidificador de ar: “Eu não sabia que ele esquentava e, depois disso, eu e meu marido não descuidamos nem dos menores detalhes de segurança”.