Política

Interceptor novo da Nuno estoura

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Quioshi Goto

Com rompimento, lançamento de esgoto na área urbana segue

O novíssimo trecho de interceptores de esgoto na margem direita do rio Bauru, para quem “sobe” da Rodoviária em direção ao Jardim Chapadão, rodou. Mas até ontem a noite, a informação não era de conhecimento do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). O JC apurou que a instalação feita em uma parte curva do rio Bauru, cerca de 1.500 metros acima do trevo da Santa Luzia, virou presa fácil da primeira chuva mais forte, a partir do último final de semana.

Este é o terceiro problema enfrentado pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) na atual gestão na realização do atrasado cronograma físico-financeiro de obras de interceptores de esgoto, obra fundamental para a retirada in natura dos resíduos de esgoto despejados no rio Bauru. O DAE também precisa resolver, além do trecho de tubos que rodou na margem do rio Bauru, a instalação de interceptores com fissura em outro ponto do mesmo contrato firmado, por licitação, com a empreiteira Passareli. A terceira pendência é a apuração sobre a responsabilidade na fiscalização e liberação da obra, ainda não realizada.

O prefeito Rodrigo Agostinho disse ontem que desconhecia a nova ocorrência. “Eu estou sabendo agora que rodou esse trecho perto do Chapadão. Nós também temos de resolver a recuperação do trecho de tubo com fissura, também no rio Bauru. Esperamos que a situação seja contornada para dar prosseguimento ao tratamento de esgoto”, lamenta.

O trecho em que os tubos de concreto deslizaram (a olho nu à distância com diâmetro de 1,20 m) tem assoreamento visível. Nesta faixa da rede de interceptores que acompanha o rio Bauru há uma “curva” no leito do rio, logo após a oficina ferroviária da ALL.

Mas a instalação do tubo parece ter sido executada sem redirecionamento no trecho. As  “paredes” de terra do rio ampliaram o assoreamento já existente e o tubo despencou em seu leito. Não foi possível levantar, no início da noite de ontem, se a empreiteira contratada discutiu o projeto executivo de instalação com o DAE no ponto. A área de planejamento foi acionada ontem a responder sobre a ocorrência hoje.

O rompimento interrompe, mais uma vez, o prognóstico do prefeito de eliminar o despejo de esgoto na parte mais urbana do rio Bauru.

A pendência com a Passareli, relativa a tubos fissurados em outro trecho, mais abaixo, também às margens do rio Bauru, prossegue sem solução desde o início do ano passado. As obras de interceptores de esgoto são financiadas pelos bauruenses com o pagamento de 40 pontos percentuais a título de tarifa de esgoto na conta mensal de consumo de água. O dinheiro é carimbado e só pode ser utilizado para obras do tratamento de esgoto. Em 2012, o fundo arrecadou R$ 17 milhões. 


Outra licitação

O DAE também errou na elaboração de planilhas e em descritivos do edital de licitação para contratar outro trecho de interceptores, um no complemento ao longo da Avenida Nuno de Assis e outro para instalar tubos no trecho entre a avenida Água Comprida e a avenida Rodrigues Alves. A revisão dos defeitos levou meses e ampliou a demora na contratação da segunda parte do projeto, só agora com licitação em andamento.

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