Enquanto o DAE se queixa do despejo de lixo nas redes de esgoto, a população reclama da falta de eficiência da autarquia no conserto dos vazamentos.
“Faz duas semanas que a rua está com esses buracos e ninguém conserta. O DAE arrumou o vazamento de esgoto, mas deixou a rua nesse estado. Dá até medo de sair com o carro e afundar na lama”, comenta a aposentada Regina Gannam, 57 anos, moradora da quadra 2 da rua Pará, próxima a Rodrigues Alves, mostrando os pedaços de pau e madeira que colocou dentro do buraco para alertar motociclistas e motoristas quanto aos perigos do desnível da terra em relação a pista.
Os dois locais onde a autarquia colocou terra após consertar os vazamentos de esgoto da rua Pará possui mais de dois metros de extensão e apresentam desníveis de mais de 10 centímetros em relação a pista de asfalto.
Segundo a moradora, o caminhão de lixo da prefeitura quase caiu dentro de um dos buracos quando realizava a coleta no último sábado.
Questionado, o DAE informou que o serviço foi realizado no dia 28 de dezembro e que a reposição de asfalto no local devia ter acontecido no mesmo dia do reparo, porém, não ocorreu devida a demora na liberação de material asfáltico pela Prefeitura Municipal.
Já a equipe da Divisão de Pavimentação da Secretaria Municipal de Obras informou que que o DAE possui uma gestão independente e adquire massa asfáltica sem ligação com a prefeitura.
A secretaria também informou que está trabalhando em sistema de mutirão com o DAE, totalizando sete caminhões para a recuperação de buracos nas ruas de asfalto nos bairros Parque Santa Edwirges, Núcleo José Regino (Bauru XXV), Núcleo IX de Julho, Vânia Maria, Jardim Carolina e Núcleo Presidente Geisel.