Polícia

Polícia desmantela quadrilha acusada de roubo e sequestro

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis

Renato Cesar Fernandes tinha prisão temporária decretada desde dezembro

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), conseguiu esclarecer em menos de um mês dois crimes que acometeram a cidade em dezembro de 2012: uma tentativa de roubo e um assalto seguido de sequestro-relâmpago a um casal. Após a prisão de seis supostos integrantes da quadrilha acusada de praticar as ações, mais um envolvido foi preso na manhã de ontem e, segundo a polícia, ele já planejava com o bando outro assalto a uma fazenda na região de Bauru.

Renato Cesar Fernandes, 29 anos, vulgo “Nato”, tinha prisão temporária decretada desde o dia 20 de dezembro, depois que as investigações apontaram seu envolvimento nos dois crimes.

O primeiro foi uma tentativa de roubo a um condomínio na Vila Samaritana. O segundo aconteceu em uma chácara no Vale São Luiz, zona rural de Bauru, onde um casal teve a residência roubada, foi amarrado e obrigado a percorrer algumas ruas da cidade em seu carro na presença dos assaltantes. Ninguém ficou ferido na ocasião, mas os criminosos ainda tentaram extorquir os empresários em R$ 400 mil.

“Esses dois crimes estão esclarecidos com a prisão do Renato”, aponta o delegado da DIG, Cledson Luiz do Nascimento. A polícia investiga a possibilidade de mais um envolvido ainda não identificado.


Como foi

Fernandes foi preso ontem pela manhã em sua residência, localizada no Jardim Ouro Verde, portando correspondências trocadas entre ele e outros dois integrantes da quadrilha, Amauri Fernando Parras Luque Vogt e Tiago Rissardi Cipriano, detidos desde o dia 3 de janeiro no Centro de Detenção Provisória (CDP).

Na ocasião, ele negou a participação nos crimes aos policiais, mas foi levado para a DIG e, ainda na manhã de ontem, seguiria para a Cadeia Pública de Avaí.

De acordo com a polícia, ele já teria duas passagens por roubo e vários elementos, como correspondências apreendidas, comprovariam sua participação nos delitos citados.

Detido e em meio aos policiais, contudo, Fernandes mostrava-se inconformado com sua prisão, se debatia e gritava. “Eu não vou assumir o que não fiz. Já tirei nove anos de cadeia, mas sou inocente”, falou à reportagem.


“Queime depois de ler”

Elencado como destinatário das cartas em que Amauri e Tiago já planejavam, mesmo de dentro do presídio, outra ação da quadrilha em uma fazenda na região de Bauru, “Nato” guardava as correspondências em uma mochila no interior de seu quarto, de acordo com a polícia.

O conteúdo das cartas chama a atenção por enfatizar detalhes dos crimes já cometidos pelo grupo e o planejamento de outros delitos. No envelope apreendido junto aos textos, o apelido do acusado aparece em meio aos nomes de Monstro e Tiago. Outro aspecto que chama atenção é uma observação descrita no envelope: “Queime depois de ler”.

“Na correspondência eles comentam as falhas nos crimes já investigados e planejam uma ação criminosa para angariar fundos para o grupo. Eles ainda citam outras pessoas que iriam recrutar para ajudar no próximo roubo”, comenta o delegado da DIG, Cledson Luiz do Nascimento.

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