Mais conhecido como santo das causas impossíveis, São Sebastião teve comemoração especial neste mês de janeiro. Hoje, domingo, é o último dia para homenagear o padroeiro que tem uma trajetória marcante para os católicos. Para fechar com “chave de ouro” essa festa religiosa, que acontece na Paróquia São Sebastião, o destaque da programação fica para a participação do Conjunto Musical Sonia Berriel, que irá apresentar um repertório bem diversificado, que passa pela MPB, música internacional, canções de temas de filmes e até sertanejo. Cantando e “encantando” desde 1998, o grupo é formado por Sonia Berriel (teclado), Marcia Casarini (teclado), Luiz Francisco da Cruz (percussão) e os cantores Joice Amador, Luciana Dantas, Carlos Herrera e Leno Munari. O conjunto costuma se apresentar em casamentos, missas, entre outros eventos. Já percorreu não só Bauru e região, como todo o Estado de São Paulo. A data de hoje marca também o encerramento das comemorações dos 50 anos da Paróquia São Sebastião. A entidade, desde o dia 11, mantém programação com eventos variados. Os festejos do padroeiro São Sebastião tiveram o apoio do Jornal da Cidade.
Dia de festejos
Neste domingo, os eventos em homenagem a São Sebastião começam logo às 8h para visitação de devotos. Às 10h, haverá a tradicional missa e às 18h missa com procissão, queima de fogos, quermesse e apresentação cultural do conjunto Sonia Berriel. A expectativa é de que 2 mil pessoas passem pela Paróquia.
“São Sebastião enfrentou as dificuldades de ser cristão em uma época em que o cristianismo não era reconhecido ainda. E, por ele ter sido militar, soldado, ele também é conhecido como padroeiro do militares”, explicou o pároco Gustavo Natividade. São Sebastião, apesar de ter vivido em uma época em que se combatia o cristianismo, ajudava as pessoas a se converterem. Por isso, foi considerado traidor, sendo aprisionado e flechado.
A persistência chamou atenção na trajetória do santo, que ganhou a fama de “santo das causas impossíveis”. “Já que ele foi martirizado duas vezes – foi flechado e espancado até a morte – então a tradição diz que ele foi muito resistente, por isso é o padroeiro das causas impossíveis, pois resistiu até a morte. Ele não fugiu daquilo que Deus planejou para ele”, enfatizou o pároco.
Serviço
A Igreja São Sebastião fica na travessa São Sebastião, 1-53, Vila Cardia. Telefone: (14) 3223-3877
De soldado a santo
São Sebastião (França, 256 d.C. – 286 d.C.) originário de Narbonne e cidadão de Milão, foi um mártir e santo cristão morto durante a perseguição determinada pelo imperador romano Diocleciano. O seu nome deriva do grego sebastós, que significa divino, venerável.
Sebastião era um soldado que teria se alistado no exército romano por volta de 283 d.C. com a única intenção de afirmar o coração dos cristãos, enfraquecido diante das torturas. Era querido dos imperadores Diocleciano e Maximiano, que o queriam sempre próximo, designando-o, então, como capitão da Guarda Pretoriana.
Por volta de 286, sua conduta branda para com os prisioneiros cristãos levou o imperador a julgá-lo sumariamente como traidor, tendo ordenado a sua execução por meio de flechas (que se tornaram símbolo constante na sua iconografia). Foi dado como morto e atirado no rio, porém, Sebastião não havia falecido. Encontrado e socorrido por Irene (Santa Irene), apresentou-se novamente diante de Diocleciano, que ordenou então que ele fosse espancado até a morte.
Folclore, literatura e cinema
São Sebastião foi o ícone de várias expressões artísticas. Foi tema de pintores da Renascença. Na literatura, São Sebastião teve sua trajetória contada no livro “Perseguidores e Mártires”, do escritor italiano Tito Casini. Ainda na literatura, foi um dos personagens centrais do romance “Fabíola” (também intitulado “A Igreja das Catacumbas”), escrito em 1854 pelo Cardeal Nicholas Wiseman.