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Responsável pelo canil se apresenta à polícia e nega acusações

Vitor Oshiro com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Finalmente, Fabiano Patrício de Lima se apresentou à Polícia Civil depois da abertura de um inquérito no Distrito Policial (DP) de Crimes Ambientais para apurar supostos maus-tratos. A denúncia é de que ele mantinha um canil em Tibiriçá com cerca de 70 animais maltratados.

A chácara fica no quilômetro 361 da rodovia Marechal Rondon e, na tarde de 4 de janeiro, recebeu uma vistoria da Polícia Civil.

Conforme o JC noticiou com exclusividade, o canil foi atuado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) depois que agentes encontraram alguns cães com a saúde debilitada, magros, com ferimentos e em precárias condições de higiene no local.

No último dia 10, o delegado responsável pelo caso, Dinair José da Silva, instaurou um inquérito e, desde então, tentava a localização de Fabiano de Lima. Na tarde de anteontem, ele se apresentou.

“O Fabiano negou os maus-tratos. Ele veio até o DP com seu advogado e disse que a nova proprietária do canil não deixou que ele entrasse e retirasse os animais de lá”, relata o delegado.

Questionado sobre a demora em se apresentar, Fabiano declarou em depoimento que, após a negativa da nova proprietária em deixa-lo levar os animais, foi passar algum tempo na Capital, onde possui familiares. “Ele disse que ficou acompanhando o caso pela mídia apenas”.

O delegado Dinair da Silva, contudo, é objetivo em dizer que o inquérito aponta versão diferente da declarada por Fabiano. “As provas falam contra ele. Existem, inclusive, laudos comprovando que as lesões em alguns cães são antigas. Ou seja, da época em que o Fabiano era dono do canil”, revela o titular do DP de Crimes Ambientais.

O caso continua sob investigação e o inquérito possui mais 15 dias para ser encerrado. Caso seja condenado, a pena prevista para o antigo proprietário, que teria abandonado os animais, é de três meses a um ano de detenção.

Em janeiro de 2011, o mesmo canil foi alvo de reportagem do JC por conta de uma investigação da Polícia Civil que apurava indícios da mesma natureza. Na ocasião, havia cerca de 40 cachorros, entre machos, fêmeas e filhotes.

João Rosan

Lima é acusado de maus-tratos a 70 animais

 

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