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No Chile, Dilma e Piñera fecham acordos


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Santiago - A presidente Dilma Rousseff e seu par chileno, Sebastián Piñera, assinaram três tratados ontem, no Palácio de La Moneda, em Santiago.

Na área científica, ficou acertado que o Brasil utilizará a base chilena de Eduardo Frei para a reconstrução de sua base na Antártida, incendiada no ano passado.

Na área educacional, os dois países firmaram acordo para facilitar a equivalência da validade de diplomas e o incentivo para intercâmbios universitários. Também foi assinado um acordo para incrementar as trocas culturais.

Em declaração à imprensa, Dilma destacou a importância do Chile para companheiros de geração. “Muitos viveram aqui durante a ditadura militar. Temos laços econômicos, humanos e pessoais.”

Ela também anunciou que foi discutido um plano de integração rodoviária e ferroviária entre os portos do Atlântico e do Pacífico. Piñera ressaltou que a amizade de ambos os países é “sem fronteiras”, “não só por não termos fronteiras físicas, mas porque nossa amizade é histórica”.

Ambos afirmaram também que conversaram sobre como ampliar o comércio bilateral e firmar novos acordos de cooperação energética.

O encontro começou com atraso, às 8h46. Dilma teve de esperar dentro do carro o chileno, que demorou um pouco em descer para recebê-la. A imprensa local vem afirmando que Piñera estava chateado com Dilma por ela ter demorado a aceitar seu convite para visitar o país.

Antes do retorno, previsto para ontem, ela se encontraria com os mandatários do México (Enrique Peña Nieto) e da Alemanha (Angela Merkel), em reuniões bilaterais, e da Argentina (Cristina Kirchner), em uma conversa informal.

 

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