Transtorno. Essa é a palavra que resume a situação de quem precisou ir a uma agência nesta sexta-feira (1º) e encontrou a unidade de portas fechadas. A paralisação dos vigilantes, que acontece em diversas cidades do Estado, reuniu ao menos 160 funcionários na Praça Rui Barbosa para um protesto. A categoria reivindica o reajuste de 30% de adicional de periculosidade aprovado pela Câmara dos Deputados. Segundo o JC apurou junto ao Sindicato dos Vigilantes de Bauru e Sindicato dos Bancários, ao menos 21 agências da cidade não funcionaram nesta sexta-feira por conta da falta da segurança.
Contudo, a mobilização dos vigilantes não será estendida por mais dias, conforme o sindicato da categoria. Os bancos, portanto, devem abrir normalmente nesta segunda-feira.
“Mesmo se não houver acordo, os postos de trabalho serão retomados normalmente na próxima semana. Na segunda-feira, faremos uma avaliação da paralização para decidir quais serão os próximos passos”, informa o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Bauru e Região, José Antônio de Souza.
Segundo Souza, ao menos 160 vigilantes participaram do movimento ontem. “Houve uma adesão muito boa. Até agora de manhã, os funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco Mercantil do Brasil aderiram 100%, o Bradesco 80%. O Santander e o Itaú aderiram parcialmente”, afirma o presidente do sindicato dos vigilantes.
Intervenção
E não foram somente os vigilantes que estiveram nas ruas nesta sexta-feira. Por conta da situação gerada nas unidades bancárias, diretores do Sindicato dos Bancários realizaram intervenções em algumas unidades que insistiam em permanecerem com seu funcionamento normal, mesmo sem a garantia de segurança. “Só pela manhã, recebemos três denúncias de agências que funcionavam sem os vigilantes e fomos obrigados a fazer intervenções para impedir que os funcionários continuassem trabalhando, afinal, é uma exposição e um risco muito grande”, afirma o diretor do Sindicato dos Bancários, Marcos Tadeu Lenharo.