Estamos perplexos com a tragédia ocorrida em Santa Maria (RS). E nestes momentos de desorientação nos perguntarmos como estará a nossa segurança em termos de edifícios e casas de espetáculos ou diversões noturnas. Frequentemente, nos deparamos com o aproveitamento e a improvisação de velhos casarões em ruínas, que rapidamente se transformam em boates e clubes noturnos, através de métodos de mascaramento consolidado pela construção civil, postergando a salubridade e, principalmente, a incolumidade física dos clientes e funcionários. Veda-se paredes, orifícios e frestas para impedir a propagação de ruídos que possam incomodar vizinhos e, por conta disso, reduzem as possibilidades de fuga rápida nas emergências. Como conciliar interesses? Respondam os técnicos!
Em Bauru, ao menos temos a certeza de uma eficiente vigilância sanitária, que servirá de parâmetro para toda essa problemática de segurança x ruídos. Constatamos com frequência o indeferimento de pedidos de alvarás motivados pela ausência de equipamentos de segurança, priorizando o prevenir, bem melhor do que remediar. Faz-nos lembrar o velho adágio popular muito utilizado por nossos avós, nem sempre seguido: "Depois que a vaca passa, não adianta fechar a porteira".
José Zonta Júnior