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Moradores reclamam de vandalismo

Da Redação
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A Polícia Militar realizou, na madrugada de domingo, mais uma blitz na praça em frente ao condomínio Estoril V, localizada na rua Vereador Leandro dos Santos Martins, no Jardim Estoril.

A operação aconteceu por volta das 2h e contou com seis policiais que multaram donos de veículos estacionados em locais proibidos e com o som alto. Motos foram recolhidas para o pátio da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran). Cerca de 40 jovens foram convidados a retornar para suas residências a fim de restabelecer o sossego e a ordem.

A reclamação antiga dos moradores é que, durante os finais de semana, jovens costumam se reunir no local e causam desordem. “Eles deixam o som no último volume, ficam gritando, usam drogas, quebram placas e chegam a urinar nos muros das casas. Parece uma gangue. Isso não é jovem querendo se divertir. Para mim, é puro vandalismo”, afirma o médico Marcelo Douglas Segatto, morador da região.


Até camisinha

A praça foi entregue juntamente com o loteamento fechado no Jardim Estoril, no final de 2008. Na época foi considerada exemplo de praça pública bem cuidada. Hoje, porém, a situação é outra.

Quando amanhece o domingo e a segunda-feira, a praça e as ruas ao redor estão repletas de papel, copos, garrafas quebradas, drogas e já foram encontradas até camisinhas espalhadas.

Após a mobilização de moradores, a Emdurb providenciou a colocação de placas de proibido estacionar na região, o que diminuiu a quantidade de veículos, mas não o incômodo.

Segatto conta que já precisou fazer um boletim de ocorrência, pois sofreu ameaça ao tentar solicitar que diminuíssem o volume do som dos carros. Ele relata que o som é tão alto que as paredes das casas chegam a tremer e fica impossível dormir. Além disso, os moradores já foram ofendidos por estarem com as janelas abertas. “Quando a polícia passa, eles vão embora. Meia hora depois está tudo como antes”, revela o médico.

O sargento José Roberto Francelozo, policial militar do Pelotão de Trânsito de Bauru, informou ao JC que o encontro de jovens na praça já é rotina há muito tempo e, devido a reclamações de moradores, o local é prioridade de atendimento dos policiais, que passam por lá diariamente e intensificam o policiamento aos finais de semana.

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