Regional

Laudo sobre avião pode demorar 1 ano

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Cândido Mota – O laudo da Aeronáutica que deverá apontar as causas da queda do bimotor na zona rural de Cândido Mota (180 quilômetros de Bauru), região de Assis, no último domingo, pode demorar um ano para ser divulgado. As informações são da Polícia Civil, que já instaurou inquérito para apurar eventuais responsabilidades no acidente. Nos próximos dias, pessoas que viram o momento da queda da aeronave serão chamadas para prestar depoimento.

Conforme divulgado pelo JC, cinco pessoas morreram na queda do avião – além do piloto Luiz Rodrigues Marcondes Filho, de 58 anos; e da copiloto, Luciana Aguiar da Costa e Souza, de 34 anos; o sobrinho-neto do empresário Antônio Ermírio de Moraes, do grupo Votorantim, José Eduardo Ermírio de Moraes, 29 anos; a noiva dele, Letícia Romagnoli Piveta Assunção, 25 anos; e a mãe dela, a empresária Elizete Aparecida Romagnoli Piveta Assunção, 48 anos.

O bimotor prefixo PP-AJV havia decolado do Aeroporto Regional Sílvio Name Júnior, em Maringá (PR), com destino ao aeroporto de Congonhas, São Paulo, por volta das 19h30 do domingo. Cerca de uma hora depois, ele apresentou problemas e caiu em uma plantação de soja que fica a aproximadamente três quilômetros da via de acesso Benedito Pires, vicinal que liga Cândido Mota a Assis. Todos os ocupantes morreram no local.

O delegado de polícia responsável pelas investigações, José Ricardo Baraldo, conta que, além de ouvir as testemunhas, está aguardando documentos da aeronave e a habilitação do piloto para checar se eles estavam regulares. “Está sendo feita ainda perícia pelo pessoal do Seripa 4 (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) para determinar ou, pelo menos, apontar os fatos que contribuíram para a queda do avião”, explica.

Segundo ele, esse laudo da aeronáutica poderá demorar até um ano para ficar pronto, prazo que poderá ser prorrogado por mais um ano. “É um trabalho muito complexo”, ressalta. Além de realizar perícia nas peças, o órgão deve analisar as informações contidas na caixa-preta da aeronave. Em trinta dias, o delegado conta que os técnicos devem apresentar relatório preliminar sobre o trabalho de campo feito por eles no local. “É muito cedo para falar alguma coisa”, diz.

Uma das hipóteses para o acidente debatidas nos fóruns de pilotos na Internet, que analisaram fotos dos destroços, era a possibilidade de ter entrado água da chuva nos motores, causando uma interrupção no funcionamento.

A outra seria a de que o piloto teria tentado pouso de emergência. O avião tinha duas pás danificadas para trás, o bico profundamente enterrado no solo e a fuselagem partida, além da asa direita quebrada antes do flap, o que, segundo alguns pilotos, poderiam indicar a tentativa de pouso e o descontrole do aparelho pelo piloto.

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