Tribuna do Leitor

Sobre urubus, seus filhotes e vomitórios


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Os filhotes de urubus têm inconscientemente uma defesa asquerosa e nojenta que lhes é transmitida por hereditariedade contra seus predadores e também contra a aproximação, mesmo que inadvertida, de seres humanos: vomitam a carniça semidigerida que seu pais regurgitam e lhes enfiam goela abaixo. Uma comida de aspecto nojento e muito - ponha-se muito nisso - malcheirosa. Ora, esse agir inconsciente espanta e afugenta qualquer predador ou qualquer curioso. Também, pudera!

Como fazem os filhotes de urubus para espantar intrusos, foram feitas várias manifestações hipócritas e descabidas em repúdio ao STF (leia-se ao Ministro Joaquim Barbosa). Principalmente pelo novel presidente da Câmara Federal, o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e pelo presidente cessante Marco Maia(PT-RS), metido a ministro do poder Judiciário; também pelo recém reeleito presidente do Senado, Renan Calheiros (na sua gestão anterior ele teve que renunciar - leia-se, fugir - para não ser cassado), por Sarney, o "diferente"(sic Lula), por Genoino (avalista oficial do PT, mas que "também" não sabe quanto avalizou), Costa Neto (o homem que faz "favores" por R$4 milhões), por toda a bancada do PT e seus partidos "satélites" no Senado e na Câmara. Tais manifestações contra o STF e seus ministros nada mais são que vomitivos em fantasiados de mentiras indevidas, com as quais o PT e o PMDB vêm enganando a população de seus currais eleitorais durante os dois governos Lula da Silva e, ainda agora, durante este primeiro (e último, se Deus quiser) governo Dilma Rousseff. São ações próprias de filhotes chorões de urubus tentando espantar e afugentar as obviedades que sabem existir, mas que fingem ignorar.

Desnecessário aqui dizer quem são os urubus pais que alimentam suas crias; quem são essas crias e - eis agora o principal - qual o ragu fétido e de aspecto nojento que esses pais dão como alimentos aos seus filhotes chorões! Não nos esqueçamos, porém, que quem vive entre os estrumes acaba se acostumando aos seus aspetos e odores! "Non è vero?"

João Guilherme Ortolan

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