Sem a definição de quem é o responsável pela cela especial da Diju, há outro problema batendo à porta. Com a mudança da unidade especializada para a nova sede da Polícia Civil, o espaço para abrigar temporariamente os jovens deixaria de existir e todos teriam que ser levados para cadeias públicas da região. A prefeitura, porém, estuda resolver a pendência.
Segundo o JC apurou, há o planejamento de alugar o imóvel onde funciona a Diju atualmente justamente para que ali funcione o espaço somente de atendimento inicial aos adolescentes infratores.
A assessoria de comunicação da Fundação Casa confirma que existe esse diálogo, todavia afirma que está apenas no início. Já o prefeito Rodrigo Agostinho se mostra bastante otimista com a possibilidade.
“É de nosso total interesse manter um centro que ofereça essa assistência. A informação realmente procede”, complementa o prefeito, fazendo a ressalva de que há uma dificuldade grande em achar prédios públicos atualmente na cidade.
Em tese, esse problema não existiria, uma vez que a Diju vai sair daquele local nos próximos meses. Caso o espaço fique reservado somente para o atendimento inicial dos adolescentes infratores, a Fundação Casa ficaria responsável pela disponibilização de funcionários e manutenção dos serviços, enquanto a locação do imóvel ficaria a cargo do município.