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Polícia descobre plano para matar prefeito no Amazonas

Folhapress
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Dois falsos advogados e três pistoleiros foram presos pela Polícia Civil, na manhã de hoje, em Manaus sob suspeita de tramarem as mortes do prefeito de Rio Preto da Eva, Luiz Ricardo de Moura Chagas (PRP), 45.

Ele assumiu o cargo em janeiro e encontrou um rombo nas contas públicas de R$ 10 milhões.

Segundo a polícia, o plano era matar também o vice-prefeito do município, Ernani Nunes Santiago (PRB), o ouvidor geral do município, Erick Franco de Sá, 39, e o empresário do ramo de automóveis, Antônio Carlos dos Santos.

O secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Roberto Vital, afirmou que a tese da investigação é de motivação política. "Eles estavam tramando contra a vida do atual prefeitos e dos outros políticos do município", disse.

Conforme as investigações, os principais suspeitos de serem mandantes da trama são o candidato a prefeito derrotado Anderson José Souza (PTB) e o ex-prefeito da cidade Fúlvio Pinto (PPS). Nesta manhã, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas de ambos em Rio Preto da Eva, a 57 km ao norte de Manaus.

A motivação política, segundo as investigações, seria denúncias do prefeito Luiz Ricardo Chagas. Ao assumir o cargo, ele encontrou um rombo nas contas públicas de R$ 10 milhões deixado pela administração de Fúlvio Pinto.

Os funcionários não receberam os salários dos meses de outubro, novembro e dezembro, que somam um total de R$ 2 milhões.

Alvo da trama, o ouvidor geral do município, Erick Franco de Sá, 39, disse à reportagem que a polícia chegou aos cinco suspeitos após uma denúncia, formalizada em janeiro no distrito policial local.

Segundo ele, o prefeito Luiz Ricardo de Moura Chagas trocou de carro e mudou os trajetos de casa para o trabalho para evitar a execução do plano. "Os criminosos fizeram várias tentativas, mas parece que tinha a mão de Deus em cima", afirmou Franco de Sá.

Entre os presos na operação desencadeada hoje estão Bolivar de Almeida Maués e seu filho, Bruno Leandro de Almeida Maués, respectivamente irmão e sobrinho do deputado federal Raimundo Sabino Castelo Branco Maués (PTB).

Durante as prisões, a polícia encontrou com Bolivar e Bruno Maués carteiras falsas da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) seccionais São Paulo e Paraíba, duas armas, sendo um revolver calibre 38 e espingarda, além de documentos do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Amazonas.

"Certamente eles iriam advogar em prol da causa que estavam planejando", disse o secretário Roberto Vital.

À reportagem, a assessora de Bolívar Maués, sua irmã Marlúcia Maués afirmou que não tinha nada a declarar sobre as prisões.

 

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