A ex-senadora Marina Silva afirmou ontem que o novo partido que está organizando não será de oposição nem de situação, e poderá apoiar o governo Dilma Rousseff em questões pontuais. “Estamos na época do paradoxo, nem oposição nem situação. Precisamos de posição”, disse Marina. “Se Dilma tiver fazendo algo bom, vamos apoiar. Se não, não. Parece ingênuo. Mas não tem nada ingênuo.”
O nome do novo partido foi definido ontem, num encontro de militantes do movimento articulado por Marina em Brasília. Ele se chamará Rede Sustentabilidade, ou simplesmente Rede. Marina disse que a ideia não é apenas ter um partido para as eleições de 2014 e disse que a Rede terá como missão quebrar a “lógica de partidos a serviço de pessoas”.
Marina ficou em terceiro lugar nas eleições presidenciais de 2010, quando concorreu pelo PV. Ela saiu do partido após as eleições e precisa da nova sigla para concorrer novamente em 2014. “O que está acontecendo aqui é um partido para questionar a si próprio. Não pode ser partido para eleição”, disse Marina. “Estamos em uma nova visão de mundo, de sujeito político que não é mais expectador da política, esse sujeito é protagonista.”
Três deputados federais foram apresentados ontem como fundadores do novo partido, Domingos Dutra (PT-MA), Walter Feldman (PSDB-SP) e Alfredo Sirkis (PV-RJ). A ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) também participou do evento ontem.
A ex-senadora Heloísa Helena (AL), que vai deixar o PSOL para ingressar na nova sigla, também fez um discurso em defesa da ética na política. Ela cobrou que os militantes tenham esse compromisso. “Nós não temos preços na testa”, disse. Em seguida, ela lançou o nome de Marina para a presidência em 2014, levantando os mais de 500 participantes do evento que gritaram: “Brasil urgente, Marina presidente”.
Para participar das eleições presidenciais de 2014, o novo partido precisa recolher 500 mil assinaturas em pelo menos nove Estados e obter o registro da Justiça Eleitoral até outubro deste ano.