Política

Mutuário da CDHU terá empréstimo

Vinicius Lousada
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Éder Azevedo

Solenidade foi realizada ontem e contou com representantes de várias cidades da região

Mais de 20 mil mutuários da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) da região de Bauru, sendo 1.119 da cidade, terão acesso a linhas de crédito em valores de R$ 200,00 a R$ 7.500,00 para reformar suas casas. O programa estadual foi viabilizado na manhã de ontem, a partir da assinatura de convênio entre 21 prefeituras e a Secretaria do Emprego e Relações de Trabalho (Sert), à qual é vinculado o Banco do Povo Paulista (BPP).

Apesar de a proposta parecer pouco abrangente, principalmente pelo fato de a CDHU já não construir mais em Bauru há muitos anos, o titular da Sert, Carlos Ortiz, anunciou, nesta quarta-feira, que o governo paulista deve estender o programa para mutuários das Cohabs e de empreendimentos do ‘Minha Casa Minha Vida’. “Essa é uma fase piloto, mas a ideia é ampliar o ‘Casa Paulista Microcrédito’ para todos os trabalhadores de baixa renda”, pontuou.

Para participar do programa, os mutuários da CDHU precisam residir no imóvel objeto do financiamento, estar adimplente no pagamento das parcelas, ter renda familiar de até cinco salários mínimos, não possuir restrições cadastrais e apresentar fiador (pessoa física sem restrições cadastrais, podendo ser parente de primeiro grau, desde que não resida no mesmo endereço do tomador). O requerente deve apresentar RG, CPF, comprovante de residência e cópia de pagamento.

A taxa de juros é de 0,5% ao ano – a menor entre as instituições financeiras do País - e o pagamento do financiamento pode ser feito em até 36 parcelas. Os empréstimos poder ser utilizados para a compra de material de construção, inclusive mão de obra. Ao todo, serão liberados pela Sert R$ 105 milhões em todo o Estado.

Diretor executivo do BPP, Antonio Mendonça apresentou dados de pesquisa, mostrando que 51% das famílias de baixa renda desejam reformar suas casas, sendo que elas precisam, em média, de R$ 4 mil reais para executá-las. “Este programa torna real o sonho de muitas pessoas, com grandes facilidades e burocracia nula”, afirmou.


Controle

Os interessados do financiamento deverão comparecer na unidade do Banco do Povo com a documentação necessária. Após a liberação do dinheiro, o mutuário deverá apresentar notas fiscais que comprovem a utilização dos recursos na finalidade proposta até 30 dias após a retirada dos recursos. O vencimento da primeira parcela se dará 30 dias após a assinatura do contrato.


Medida corrige erros do passado

Diretor regional da Secretaria do Estado de Habitação e do CDHU, Carlos Ladeira comemorou a assinatura do convênio e justificou a importância do programa em razão da situação precária na qual se encontram muitas casas construídas pelo Estado.

Segundo ele, o padrão das unidades entregues nos últimos anos não deixa a desejar em relação a empreendimentos construídos pela iniciativa privada, mas admite que nem sempre foi assim.

“Antes a gente se preocupava mais com a quantidade de casas e a qualidade ficava um pouco aquém. Eram entregues pré-casas, sem forro, sem piso”, admitiu Ladeira.

O representante da Sert conta que muitas famílias que receberam essas unidades não tiveram condições de concluir seus imóveis. “Além disso, há o desgaste natural das casas e aquelas pessoas que querem construir mais um quarto ou fazer alguma ampliação”.

Em todo o Estado de São Paulo, foram construídas pela CDHU 451,1 mil unidades habitacionais. Existem, atualmente, 353.932 mutuários ativos, além de 97,2 mil imóveis já quitados. Os proprietários dessas casas também podem aderir ao financiamento.


Inadimplência

A falta de pagamento das parcelas das casas é um dos quesitos que podem impedir a adesão ao ‘Casa Paulista Microcrédito’. De acordo com Carlos Ladeira, a inadimplência na região de Bauru é de quase 11%. Ele afirma que o índice é pequeno se comparado ao de outras regiões. Na Grande São Paulo, por exemplo, ultrapassa os 20%. O diretor regional da Secretaria de Habitação afirma, porém, que os interessados em aderir ao crédito podem procurar a CDHU a fim de regularizar os pagamentos.

 

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