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Situação de Chávez é grave, diz oposição

Agências
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Caracas - A aliança opositora venezuelana, a Mesa da Unidade Democrática (MUD), considerou ontem que a falta de aparições públicas do presidente Hugo Chávez durante os últimos meses “evidencia que sua situação é muito mais grave do que o governo diz”.

O secretário-executivo adjunto da MUD, Ramón José Medina, afirmou que considera que o relatório apresentado ontem pelo governo apenas “deixa mais incertezas” sobre o estado de saúde de Chávez.


“Durante mais de dois meses não sabemos verdadeiramente o destino do presidente: onde está, como está e quais são suas reais condições”, afirmou o dirigente da oposição. “A única certeza que temos é de que Chávez não está em condições de exercer suas funções”, acrescentou. Medina insistiu, também, na necessidade de Chávez assumir o quarto mandato, que obteve em outubro, perante Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).

A oposição pressiona para que se decrete a ausência temporária do presidente.

A medida, prevista no artigo 234 da Constituição, manteria o vice, Nicolás Maduro, no comando, mas passaria a estabelecer um prazo para a ausência de Chávez: 90 dias, prorrogáveis por mais 90, com a aprovação da Assembleia Nacional.


Comunicado

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elias Jaua, afirmou ontem que apesar de um “deficit respiratório” que aumentou nas últimas horas, o presidente Hugo Chávez estaria tolerando bem os medicamentos.

“Apesar da situação de deficit respiratório que aumentou nas últimas horas, está sendo aplicado tratamento e está sendo tolerado pelo paciente”, afirmou Jaua na tarde de ontem na África (por volta das 10h30 da manhã, pelo horário de Brasília).

Nas palavras de Jaua, Chávez “está lutando pela vida apegado a Cristo”.

O ministro citou o boletim divulgado na noite de ontem pelo Ministério das Comunicações em Caracas informando que Chávez enfrenta “um processo de complicação na área respiratória”. Sem dar detalhes, Jaua disse que há informes a cada situação delicada.  Chávez mandou uma mensagem aos chefes de estado que participam hoje da 3ª Cúpula ASA (América do Sul - África).

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